Deve ser por isso que eu sou uma pessoa tão musical. Minha mãe sempre adorou música. Desde ópera até música popular. E sempre ouviu muito. Lembro eu ainda garota em casa, e ela ouvindo música na vitrola. E repetia… A sua música favorita do momento era conhecida, afinal, todo mundo ouvia junto – é claro, naquela época não existia nada parecido com um protótipo do ipod.
Gosto de lembrar dela ainda moça, nos educando. Minha mãe se dedicava. Sempre bem humorada e doce, muito eclética e generosa, não tinha praticamente nenhum preconceito, era tolerante. Moderníssima, ela fazia até psicanálise em grupo e seguia a risca o lema “é proibido proibir”. Tudo era conversado… e analisado: tudo tinha um por quê. “Dor de cabeça? É raiva reprimida. Dor nas costas? Tensão, medo… Qual é o problema?” Isso para meu desespero, naturalmante, afinal, tudo que uma adolescente nerd e timida não deseja é uma mãe moderninha de visual hippie chique, tipo filme americano, aconselhando a ser mais leve, a sorrir mais, a ser menos séria… Mãe falando isso? Era só o que me bastava para eu revirar os olhos, amarrar a cara e me fechar no quarto.
Hoje eu sou mais sorridente. E é recorrente me definirem como leve e suave - meus filhos dizem até que eu sou “fofinha”. :) Mas, certamente, continuo séria e perseverante. Fazer o que, né? É da minha essencia, e eu gosto assim :) Pois é, isso tudo para dizer que, de vez em quando, me surpreendo com as músicas que conheço – eu e minha irmã até já rimos comentando isso: somos capazes de cantarolar várias músicas de épocas e estilos diferentes!
Ontem, lendo o ótimo post da Denise S. sobre Caetano Veloso e o filme Coração Vagabundo, “sem complexo de entidade”, aqui, acabei no youtube onde achei, por acaso, uma musica que foi uma das preferidas da minha mãe naquela época. Ela já gostava dos “baianos”. A letra é doce e delicada, a cara do Caetano, assim como também é a cara da minha mãe, doce e delicada até hoje – graças a Deus!
Vejam que delicia! E caso haja curiosidade – que tal? -, segue também a mesma música em versão de 1978, aqui, com a mesma Gal Costa - olhem a cinturinha!
Bjks musicais! Ana :)
Baby, de Caetano Veloso.
Você precisa / Saber da piscina / Da margarina / Da Carolina / Da gasolina / Você precisa / Saber de mim
Baby, baby
Eu sei / Que é assim
Baby, baby
Eu sei / Que é assim
Você precisa / Tomar um sorvete / Na lanchonete / Andar com gente / Me ver de perto / Ouvir aquela canção / Do Roberto
Baby, baby
Há quanto tempo
Baby, baby
Há quanto tempo
Você precisa / Aprender inglês / Precisa aprender / O que eu sei / E o que eu / Não sei mais / E o que eu / Não sei mais
Não sei / Comigo / Vai tudo azul / Contigo / Vai tudo em paz / Vivemos / Na melhor cidade / Da América do Sul / Da América do Sul / Você precisa / Você precisa…
Não sei / Leia / Na minha camisa
Baby, baby
I love you
Baby, baby
I love you…
Publicado anteriormente em 30-ago-2009
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Ana,
adorei este post!
Você é muito especial!!
Manda um beijo a sua mãe; virei fã dela também!
Beijos querida,
Ana Paul
Minha mãe também foi bastante “muderninha” e até hoje é muito musical. Vive lembrando – tirando onda – que aos dois anos de idade eu dizia com sotaque nordestino (minha babá era cearense): “mamãe, bota ‘d’isco!”. Aos três, eu já os colocava sozinha na vitola e cantava tudo de cor.
Música é uma parte muito boa da vida, algo que sempre me acompanhou e que, mesmo nos momentos difíceis, não deixei de ouvir.
Amei este post! E obrigada pela remissão, bien sur…
bjs
Nossas mães eram jovens nos anos 60, época dos hippies, de paz e amor, queimar sutian, amor livre etc…. Eram moderninhas, ainda que levando uma vida convencional, em parte por nossa causa :)
E música é uma delicia. A-do-ro!
Bjks nas minhas duas cupixas queridas! Ana :)