
Bem observou Nelson Motta, ontem, dia 24/07, no O Globo: “Cuidado com os simpáticos e cordiais, sempre advirto minhas filhas, e mais ainda com os bajuladores e paparicadores: são condições básicas necessárias para o exercício da canalhice. Claro, se além de canalha o cara é antipático, grosso, mal-educado, fica bem mais difícil encontrar vítimas para suas canalhices.
Poderá ser apenas um bandido óbvio. Canalhas não, eles podem ser vistos até como pessoas “respeitáveis”, podem ser muito queridos pela família, pelos amigos e aliados, que se beneficiam das suas canalhices, sem passar vergonha na rua, na escola e no trabalho.
É o canalha gente boa. (…)”
Neste nosso pais “macunaímico”, este “herói” ainda se faz admirado! Leia mais aqui O Globo em 24/07/2009.
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“Como ser bom e ao mesmo tempo sobreviver no mundo competitivo em que vivemos? Esta é a questão levantada pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht na peça A Alma Boa de Setsuan. Brecht escreveu esta parábola em 1941, época em que vivia no exílio da Alemanha nazista. Afirmava que a bondade era o estado natural do homem, e que a crueldade exigia um grande esforço. Entretanto, o preço para se praticar o bem em um mundo como o nosso seria alto demais. Passados 67 anos, o texto continua mais que atual, mostrando a realidade muito mais cruel para os bons, num mundo onde a generosidade ficou perigosa(…)” (ingresso.com, aqui).
Adoro Bertolt Brecht. A peça é excelente, fui ver semana passada e recomendo. Segundo a revista Bravo, para o dramaturgo “Estas peças dizem a verdade. Por mais cuidado que vocês tenham em ocultá-la, ela será reconhecida imediatamente!”(…) ” Leia a resenha da revista Bravo, aqui.
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Nestes dias atuais – alíás, desde sempre, não é? -, não há espaços para ingenuidade.
Sem mais palavras…
Textos relacionados: “Os desafios da imprensa – Pitacos -2″ (aqui) e Pausa para um refrigério (aqui)
Foto: Denise Fraga em A Alma Boa de Setsuan, via Revista Bravo
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Taí uma verdade: canalhas, em geral, são simpáticos e sedutores. É por isso que vivo dizendo que um dos piores inimigos que se pode ter é a própria vaidade, porque nos torna alvo fácil dos aduladores.
Denise, todo 171 é simpático. É claro – sem essa “simpatia” sedutora, não consegue dar conta do trabalho…
E a vaidade é um ponto fraco – portanto, uma inimiga, sem dúvida. E deve ser controlada, ainda que elimina-la totalmente seja impossivel, afinal, até dizer que não tem vaidade é sinal de vaidade, não é?
Enfim, sempre lembrar que a gente deve confiar desconfiando…infelizmente. A vida é assim.
Bjs!
[...] tipo de controle que partisse dos próprios habitanes, embora saiba, conforme meu post abaixo sobre “Simpáticos, Cordiais e Canalhas”, aqui, que familiares, amigos e aliados do canalha-gente-boa apreciam e não reclamam de certos [...]
[...] me remete ao meu post sobre Brecht, aqui abaixo. Ele deu o seu recado e ficou para a história – “se notabilizou por um teatro [...]
[...] “profético” do Nelson Mota, chamado “Simpáticos, cordiais e canalhas”, aqui: “(…) Assim como o psicanalista Hélio Pellegrino dizia que a inteligência voltada [...]