Jornalismo pontual… e de primeira.

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 A moda dos colunistas de notinhas, seguem três sugestões rápidas e pontuais:

 
- Para pensar melhor sobre a imprensa de hoje e do futuro, imperdível a  entrevista do jornalista americano Gay Talese para a revista Veja, aquiTrata do jornalismo de primeira. Ainda vou comentá-la em detalhes, concordando ou discordando de alguns pontos, na minha perspectiva considerando o Brasil.
 
 - Para acompanhar em tempo real os acontecimentos no Irã, não deixem de visitar o post ” Hoje no Irã “, aqui,  do  sempre ótimo blog do jornalista Pedro Dória (com link e RSS recomedados abaixo à direita). Jornalismo de primeira
 
   - Para ter uma visão de mundo, ler o livro “Grandes Entrevistas do Milênio”, aqui.” (…) A popularidade da série está diretamente relacionada à habilidade de vincular os acontecimentos em tempo real a nomes capazes de interpreta-los. E porque interpretar acontecimentos denota também uma visão de mundo, é relevante a diversidade de visões de mundo que o Milênio (na TV) vem oferecendo há mais de uma década. (…) “.  Jornalismo de primeira. Comprei para o meu filho de 18 anos que estuda “Relações Internacionais” e ele reconheceu vários entrevistados, pelos textos lidos na faculdade. Começamos a ler o livro juntos. Delícia :)
 
Finalmente, antes que alguem se pergunte, é claro que essas sugestões se relacionam. Portanto, em breve volto desdobrando a “imprensa e seus desafios atuais”. Digo em breve porque também estou (via twitter) na onda do “tempo real“,  ainda que meu tempo esteja mais para o irreal :) E como sempre tento ser ao menos uma blogueira de primeira, ler, refletir e conversar sobre esses assuntos demanda tempo.  Será um paradoxo? :)
  
Ah! Nesta minha fase de leituras e elucubrações considerando os desafios da imprensa, e dentro da minha doce ingenuidade, tenho me perguntado: assessoria de imprensa é jornalismo?     
 
P.S. 1)Vou fazer alguns posts a partir da análise de vários textos relacionados. Textos novos, ver destaque no twitter, à direita.  Em tempo real :)
        2) Assessoria de imprensa não é jornalismo. Este implica em informação que por sua vez pressupõe verdade. Assessoria de imprensa não informa. Comunica. “(…) O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade dos fatos, e seu trabalho se pautará pela abertura às mais variadas opiniões sobre os fatos, pela precisa apuração dos acontecimentos e sua correta divulgação”. Em se tratando de uma equipe de repórteres e editores de uma revista ou de uma emissora de rádio ou de qualquer instituição jornalística, cumprir à risca esse artigo é um dever óbvio, não há o que se discutir. Mas, aí vem a pergunta: isso vale para um assessor de imprensa? Será que um assessor de imprensa da Coca-Cola deve ouvir a Pepsi-Cola antes de divulgar um release? E um assessor da Igreja Universal do Reino de Deus, terá de ouvir sempre a Assembléia de Deus quando preparar notas sobre o fenômeno evangélico no Brasil?(…) Nós, jornalistas filiados à Fenaj, somos, involuntariamente, autores de uma grande impostura que está sendo transmitida à sociedade brasileira: a de que jornalista e assessor de imprensa são a mesma profissão. Isso desinforma e deseduca a sociedade – que passa a ter dificuldade para distinguir uma coisa da outra. (…) “ Leia mais neste  artigo do jornalista  Eugenio Bucci, no Observatório da Imprensa, aqui.
 

Uma resposta

  1. [...] (*) Vide P.S. 2 no meu post anterior “Jornalismo pontual… e de primeira”, aqui [...]

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