
Não esse não é um post filosófico. Pelo menos não totalmente – afinal, como em tudo na vida, de uma forma ou de outra, tratamos de filosofia. É como já disse aquele samba: “ Mora na filosofia…”
Na verdade esse post tem um cunho mais científico-social, e quem faz essa pergunta é a geneticista Dra Mayana Zatz discutindo a vida e as células tronco, aqui (vide arquivo: dia 27/04/2007):
“ A questão é: o que é vida? Todas as células do nosso corpo estão vivas. Um coração, rim ou fígado, para serem transplantados, têm de estar vivos. Eles não são pessoas, não são seres humanos. Mas podem devolver a vida a alguém que está morrendo…. Dizer que todo “embrião congelado” é uma vida equivale a dizer que toda semente é uma árvore. Podemos afirmar que árvores originam-se de uma semente do mesmo modo que todos nós nos originamos de um óvulo fecundado por um espermatozóide. Mas a recíproca não é verdadeira. Sabemos que inúmeras sementes quando plantadas não germinam e nunca se transformarão em uma árvore…. Caros leitores, se as pesquisas com CTA fossem tão eficientes (como apregoam aqueles que são contra as pesquisas com CTE), porque haveríamos de insistir sobre a importância em continuar e aprimorar o estudo sobre as células embrionárias? Seria tão mais fácil poder ter resultados com as CTA, não é mesmo? Elas são mais abundantes, mais fáceis de manipular e não apresentam problemas éticos. Mas precisamos estudar as CTE. Somente elas poderão nos ensinar como programar as CTA e fazê-las produzir o tecido que queremos, na quantidade necessária”.
Está em fase de julgamento pelo STF uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra pesquisas com células-tronco embrionárias. Essa ação é um desrespeito ao nosso bom senso, e chega a ser cruel. Como comentou o David Zylbersztajn em seu post (aqui), apoiada em argumentos pseudo-jurídicos e religiosos, ela atenta contra a vida e contra pessoas que sofrem em detrimento de embriões que não teriam outro destino que não o lixo, esgotado o prazo em que poderiam ser utilizados para fins de fertilização.
Querido leitor, francamente, eu tenho formação cristã, estudei em colégio de freiras até o segundo ano do segundo grau, aos 16 anos. Meus filhos foram batizados e fizeram primeira comunhão. Mas isso não impede que eu pense, que emita uma opinião, e até discorde – por mim mesma.
E lembrando da pergunta da Dra Mayana: “podemos comparar a vida de jovens ou de crianças, que vêem nessas pesquisas a única esperança futura de cura, com a de um embrião congelado que nunca se tornará uma vida? “
Isso é vida?
Parafraseando Fernando Pessoa: “Navegar é preciso!”
Eu já assinei o manifesto a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias, aqui. Olha lá!
Entenda mais:
Projeto quer as células acorrentadas ao tronco
Dr Drauzio Varella entrevista Dra Mayana Zatz
Foto: álbum de família 2006
Arquivado em: campanha, ciência, comportamento, gente

nda veeeeeeeeeeeeeeee
!!
patéticoo!! nda ve
queria uma coisaaa e tá loco HORIVEL
nd a ve, esperava ler outra koisa…. dããããã
nada ver com a vid!!!!!!!!!!!
flw!!!!
E o uso de preservativos? quantos espermatozóidos são destruidos? Tudo bem que em uma transa nem todos se salvam, mas enfim. A questão é depois até, quantas vidas são destruidas, seja por fome, miséria ou por imaturidade dos pais que não estão preparados para conceber um filho.
Sou muito a favor das pesquisas com células-troncos SIM!