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Pausa para um refrigério

Iate e Angra - 21 e 22abril2007 022

Amigos, estes últimos dias em que estive mais atenta, googlando, lendo e trocando idéias para desdobrar meus posts sobre os “Desafios da Imprensa”, foram desalentadores. Claro que ouvi muita coisa que já sabia, que tinha ouvido falar não sabia aonde e nem tinha prestado muita atenção, mas quando resolvi observar melhor… Não bastasse nessas últimas semanas, esses recentes embates – pertinentes – entre midia e poder – a guilhotina midiática, como falou Paulo Guedes -, e ainda que não seja novidade para muitos, perceber mais claramente o jogo de interesses, a teia (manipuladora) formada por “grandes empresas, lobby, assessorias de imprensa, estatais, politicos, governo, imprensa e poder” é muito desconfortável. E eu não sou chegada a teorias conspiratórias – seria até um atenuante. Mas cairam várias fichas ao mesmo tempo, de forma pesada – basta ver minha indignação recente no twitter a direita.  

Enfim, com essse espirito, e mão também pesada, fiz um post que estou preferindo rever para não generalizar, ser precipitada e, pior ainda, ser injusta, ainda que esteja cética – ainda não surgiu qualquer fato novo que tenha mudado minha percepção. Não sei no resto do mundo, mas aqui a coisa está nauseante.

Prefiro ainda refletir melhor. Como sempre, eu e essa minha doce inocência… e cuidado em não pegar pesado :)

Bom, mas a vida continua, bola pra frente, hoje é sexta-feira, vamos ao refrigério! :)

O video abaixo da Diana Krall é absolutamente maravilhoso. Ela canta bossa nova tendo como cenário lindas imagens do Rio de Janeiro. Confesso que fiquei “capturada” por dez minutos!  Não deixem de ver.  Delicia  :)

Bj querido em todos! :)

Foto pessoal: “A caminho… no lusco-fusco”

Os Desafios da Imprensa – Pitaco (1)

barquinho

- “(…) O vizinho da casa 12 comprou um barco novo… O Tiago está ficando bom da cirurgia, está engessado, mas já foi a praia… Sexta-feira deram uma festa imensa na casa 14, foi um tumulto danado… Nasceram os filhotinhos da cachorra da Lili… Ah! E o casal da casa 10 brigou novamente – foi um escândalo. Ela foi embora de carro no meio da noite….Disseram que dessa vez eles separam… “

- “Nossa Senhora! – minha filha comentou – Você está parecendo a Revista Caras de Angra! Só contou fofoca!”

- “Ué! Estou contando coisas que podem te interessar! Você quer saber das minhas pescarias? Do meu jogo de volei? Dos meus passeios de bicicleta? Falei dos vizinhos que você conhece, ora!”

Estávamos almoçando e meu filho (18 anos) contava para mim e para minha filha (22 anos) as novidades da semana que ele passou em Angra dos Reis com o pai.

- “Seu irmão tem razão, meu amor… Ele está editando o que aconteceu nesta semana em Angra e te contando o que pode (te) interessar…” – Interferi rindo e encerrando a discussão. – Já pensou que chatice se ele começar a contar daquelas pescarias sem fim?” – concluí.

Então, neste episódio interessante, a ficha caiu : nós editamos nossas conversas em função do interesse do outro! E do nosso também, é claro. Podemos ter vários relatos – verdadeiros – de uma mesma viagem. Afinal, é impossível reportar 24 horas de um dia. É impossível reportar tudo que acontece. E assim, mesmo sem perceber, inocentemente ou não, selecionamos os fatos mais relevantes para nosso interlocutor, seja ele quem for – fatos que ele quer saber, fatos que ele precisa saber -, e relatamos. Isso é até intuitivo, e fundamental.

Mas esse preâmbulo todo é para iniciar meu assunto: “Os Desafios da imprensa”. Questão complexa, desafio para mim também, até porque eu sou leiga no assunto – para o bem ou para o mal, afinal, se por um lado minha credibilidade neste tema é discutível – não vivo neste cotidiano – minha isenção é considerável, pois, a principio, o assunto me é indiferente, que interesse tenho nisso? Em tese, nenhum, fora curiosidade. Mas tenho minha opinião, é claro. E portanto, também não tenho isenção absoluta.

Depois de dias de leituras aleatórias e “googladas” direcionadas, entendi que isenção e, consequentemente, credibilidade é o maior valor da imprensa. Seja no hora de editar o que importa, no momento do relato com mais ênfase ou não, na conferencia da informação, na busca de outros pontos de vista, na organização e sequência da narrativa e da explicitação do que é fato e do que é opinião, credibilidade é fundamental. Indiscutivelmente, confiança é tudo, seja em empresas, governo, ou pessoas, é claro. E sempre.

Conforme o jornalista Eugenio Bucci cita em seu excelente artigo, aqui, “(…) O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade dos fatos, e seu trabalho se pautará pela abertura às mais variadas opiniões sobre os fatos, pela precisa apuração dos acontecimentos e sua correta divulgação. (…)”. 

 Conforme o jornalista americano Gay Talese conta em sua entrevista a Revista Veja aqui, “(…) A imprensa americana caiu na lorota de que havia armas de destruição em massa no Iraque por algumas razões. Primeira: os atentados de 11 de setembro criaram um clima de espanto. Uma coisa é falar de guerra lá longe, na Normandia, no norte da África, falar do general Erwin Rommel, de Mussolini, Hitler. Outra é sofrer hostilidades de forças estrangeiras dentro de Nova York. Era inacreditável, e George W. Bush capitalizou isso. Ganhou enorme poder. Era o nosso defensor contra futuros ataques e o árbitro sobre o que era bom para nós. Fomos induzidos a acreditar que o governo tinha informações que nem o público nem o Congresso conheciam. A imprensa, muito crédula e um pouco ingênua, entrou no clima. Segunda razão: havia um fervor patriótico. A imprensa se sustenta com publicidade, e o pessoal tinha receio de ser percebido como antipatriótico – o que naqueles dias era o mesmo que ser anti-Bush – e acabar financeiramente punido, com os anunciantes debandando. O comediante Bill Maher fez uma brincadeira em seu programa na rede ABC, dizendo que os terroristas podiam ser chamados de tudo, menos de covardes, e foi retirado do ar. Essa atmosfera durou uns dois anos. Terceira: os jornais, Washington Post, The New York Times,efetivamente acreditavam no governo, e, por último, os repórteres que cobriam Washington eram muito diferentes dos repórteres do meu tempo, que cobriram a Guerra do Vietnã nos anos 60. Não eram céticos.(…)” 

Imprensa é imprensa, e tanto lá como cá, em maior ou menor grau, ambas dependem da publicidade, sofrem influência e manipulação do governo e das assessorias de imprensa (*), pesam interesses próprios indiscutíveis e ainda enfrentam o desafio da web, e consequente perda do monopólio da informação em escala e da difícil apuração e divulgação dos fatos em tempo real.

Sem dúvida, para a boa imprensa, para o jornalismo de primeira, desafios não faltam.

Enfim, alguns aqui já conhecem o meu estilo, não é? Pois é, esses desafios – espinhosos – serão desdobrados nos próximos posts.  Suavemente.

Até!

(*) Vide P.S. 2 no meu post anterior “Jornalismo pontual… e de primeira”, aqui

Foto de Zarco Drincic, via Flickr cc

Jornalismo pontual… e de primeira.

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 A moda dos colunistas de notinhas, seguem três sugestões rápidas e pontuais:

 
- Para pensar melhor sobre a imprensa de hoje e do futuro, imperdível a  entrevista do jornalista americano Gay Talese para a revista Veja, aquiTrata do jornalismo de primeira. Ainda vou comentá-la em detalhes, concordando ou discordando de alguns pontos, na minha perspectiva considerando o Brasil.
 
 - Para acompanhar em tempo real os acontecimentos no Irã, não deixem de visitar o post ” Hoje no Irã “, aqui,  do  sempre ótimo blog do jornalista Pedro Dória (com link e RSS recomedados abaixo à direita). Jornalismo de primeira
 
   - Para ter uma visão de mundo, ler o livro “Grandes Entrevistas do Milênio”, aqui.” (…) A popularidade da série está diretamente relacionada à habilidade de vincular os acontecimentos em tempo real a nomes capazes de interpreta-los. E porque interpretar acontecimentos denota também uma visão de mundo, é relevante a diversidade de visões de mundo que o Milênio (na TV) vem oferecendo há mais de uma década. (…) “.  Jornalismo de primeira. Comprei para o meu filho de 18 anos que estuda “Relações Internacionais” e ele reconheceu vários entrevistados, pelos textos lidos na faculdade. Começamos a ler o livro juntos. Delícia :)
 
Finalmente, antes que alguem se pergunte, é claro que essas sugestões se relacionam. Portanto, em breve volto desdobrando a “imprensa e seus desafios atuais”. Digo em breve porque também estou (via twitter) na onda do “tempo real“,  ainda que meu tempo esteja mais para o irreal :) E como sempre tento ser ao menos uma blogueira de primeira, ler, refletir e conversar sobre esses assuntos demanda tempo.  Será um paradoxo? :)
  
Ah! Nesta minha fase de leituras e elucubrações considerando os desafios da imprensa, e dentro da minha doce ingenuidade, tenho me perguntado: assessoria de imprensa é jornalismo?     
 
P.S. 1)Vou fazer alguns posts a partir da análise de vários textos relacionados. Textos novos, ver destaque no twitter, à direita.  Em tempo real :)
        2) Assessoria de imprensa não é jornalismo. Este implica em informação que por sua vez pressupõe verdade. Assessoria de imprensa não informa. Comunica. “(…) O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade dos fatos, e seu trabalho se pautará pela abertura às mais variadas opiniões sobre os fatos, pela precisa apuração dos acontecimentos e sua correta divulgação”. Em se tratando de uma equipe de repórteres e editores de uma revista ou de uma emissora de rádio ou de qualquer instituição jornalística, cumprir à risca esse artigo é um dever óbvio, não há o que se discutir. Mas, aí vem a pergunta: isso vale para um assessor de imprensa? Será que um assessor de imprensa da Coca-Cola deve ouvir a Pepsi-Cola antes de divulgar um release? E um assessor da Igreja Universal do Reino de Deus, terá de ouvir sempre a Assembléia de Deus quando preparar notas sobre o fenômeno evangélico no Brasil?(…) Nós, jornalistas filiados à Fenaj, somos, involuntariamente, autores de uma grande impostura que está sendo transmitida à sociedade brasileira: a de que jornalista e assessor de imprensa são a mesma profissão. Isso desinforma e deseduca a sociedade – que passa a ter dificuldade para distinguir uma coisa da outra. (…) “ Leia mais neste  artigo do jornalista  Eugenio Bucci, no Observatório da Imprensa, aqui.
 

O amor é importante, pô!

Instigante texto que me foi mostrado por um amigo.  Uma explosão de interpretações.  No bom sentido, é claro :)

Odara via flickr cc by andre cherri

 ” Palavras no muro” , por Roberto de Toledo Pompeu.

“O amor é importante, pombas. No original, não é “pombas”. É um palavrão, que também começa com “po”. A frase, desenhada com as letras angulosas e sem curvas dos grafiteiros, nas últimas semanas tomou conta de muros, paredes e beiradas de viadutos de São Paulo. Enfim, um grafiteiro inteligente. Ou poético, ou pungente, dependendo do estado de espírito de quem o lê. “O amor é importante, po”, de autoria desconhecida, eleva o grafite paulistano da habitual indigência ao nível dos clássicos do ramo produzidos no maio de 1968 francês – “A imaginação no poder”, “Seja realista: exija o impossível”, “É proibido proibir”.

O segredo da frase é a palavrinha que começa com “po” aposta à oração principal. É o que faz que um pensamento banal adquira vísceras e atinja o leitor. “O amor é importante”, sozinho, seria uma bobagem. Ocorre que o grafiteiro queria dizer exatamente isso, que o amor é importante. Encontrou um jeito de driblar o lugar-comum ao socorrer-se do palavrão. O palavrão contrapõe-se à pieguice do desabafo sentimental e o redime. A violência do expletivo chulo compensa a moleza do pensamento central. Produz-se o inesperado. E o rabisco na rua alcança o patamar da beleza literária.

Esse mesmo fenômeno de uma expressão secundária, na frase, sobrepor-se ao principal e salvá-la encontra-se em… (em quê? em quem? …prepare-se o leitor para saltar dos clandestinos assaltos aos muros de São Paulo para os textos antológicos da literatura universal) …em Jorge Luis Borges. Não que se queira comparar o desconhecido grafiteiro com o criador do Aleph (ou melhor: é o que se quer, sim; prepare-se o leitor para o sublime encontro entre um autor anônimo, possivelmente sujo, talvez faminto, quase certamente desocupado, cuja diversão é vagar pelas ruas da cidade nas horas vazias da noite, e um dos luminares da literatura do século XX). (…) ” via Revista Veja, aqui

Avisos: * Maravilhoso blog da Denise Sollami, “quieta no meu canto ”, aqui. Textos inéditos e pertinentes, como sempre. Sem falar no estilo, imbatível :) * * Estou preparando para hoje ou amanhã um post desdobrando a relação entre os blogs, a imprensa e as assessorias de imprensa. Aguardem! Bjs :)

Foto: Odara, de André Cherri, via Flickr cc

 

Pausa para o amor… segunda chance:)

Outro trecho deste filme – na verdade continuação do primeiro (vide post anterior), desta vez chamado “Antes do Por-do-Sol” -, onde, nove anos depois, eles conversam mais maduros e realistas sobre seus sonhos e o amor. Cena tocante.

E aqui, um trailer do filme mostrando partes do primeiro – a “oportunidade”, primeira chance – , e perguntando se vale a pena uma segunda chance. O que voces acham?

Sabe-se lá o porquê, desde ontem ao fazer o post com cenas deste filme… isso me mobilizou. Estou mais romântica  :)

Leiam também ótimo post sobre o filme “Antes do Por-do-Sol”, por Marcelo Costa, aqui

Pausa para o amor

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Ah! O amor! O amor é lindo, o amor é cego… o amor é tudo!

Mas dá medo. Muito medo. Medo de se jogar muito intensamente, de se perder … e medo de perder! Mas que paradoxo:  como perder o que não se tem? Será melhor não ter?

Há que ter coragem. Coragem para amar. Amar de verdade, talvez silenciosamente – afinal, um amor de poucas palavras tem o seu valor, e muito!

“(…) a ausência da fala amorosa acaba sendo um presente que os amantes se fazem reciprocamente, uma forma extrema (e freqüentemente perdida) de respeito pela complexidade de nossos sentimentos e dos sentimentos do outro que amamos.(…)”, por Contardo Calligaris em “Amores Silenciosos”, aqui

É este o verdadeiro amor?  E então?

Se ele bater a sua porta e te convidar para acompanha-lo, como aconteceu no lindo filme “Antes do Amanhecer” (vide o cena do convite abaixo), o que você faz? Você se acovarda, foge e vai se lembrar desse convite pelo resto da vida? Ou você corajosamente acompanha e paga para ver?

Boa pergunta! E boa escolha para você! :)

Outra linda cena, banhada em silêncios – uma “senjeitice” só -, olhares e beijos do filme “Antes do Amanhecer”, abaixo:

Mais fotos lindíssimas de amor, neste slide show, aqui

Bom amor para todos! :)

Polêmicas políticas e petrolíferas da semana…

Newspaper in Beijing flickr Sean Hawkey

… para “variar”! :)

A primeira polêmica já é recorrente, mas que não custa a gente bater nesta tecla mil vezes: o absurdo que é essa idéia de alterações – desnecessárias e claramente politicas – no marco regulador do petróleo. Pra quê? Quem se favorece com isso? O Adriano Pires está com um post ótimo tratando deste assunto, mostrando da forma mais transparente e didática possivel o quanto essa idéia é equivocada, leiam aqui: “(…) o governo vai alterar o marco regulatório do setor de petróleo, criando uma nova estatal e os contratos de partilha da produção. É uma pena que a descoberta da camada pré-sal, ao invés de trazer avanços para o setor de petróleo no país, comece a se transformar em maldição. Nunca é demais lembrar que, com a exceção da Noruega, e pretendem nos enganar que seremos a Noruega, todos os países grandes produtores de petróleo possuem economias e regimes políticos pouco desenvolvidos e atrasados (…) Todos nós sabemos que o Brasil já possui uma empresa estatal de petróleo e que, portanto, não faz sentido criar uma nova empresa estatal. Se todos nós sabemos de tudo isso, porque o governo insiste em mudar o marco regulatório do setor de petróleo? A resposta é a motivação única e exclusiva de origem política. Vocês conhecem algum político que não defenderia a criação de uma nova estatal? (…) Enfim, caso as mudanças anunciadas no O Globo deste domingo se concretizem, a sociedade brasileira pagará uma alta conta. (…)” Vamos reagir.

Mais sobre este assunto, no também ótimo e abrangente post:

  “O Pós Pré-sal” – por David Zylbersztajn, aqui

A segunda polêmica é inovadora e, confesso, que ainda que eu tenha ficado com antipatia da mídia pela forma fria, injustificada, arrogante e prepotente como O Globo desativou a sua própria rede social – Globoonliners, consolidada e atuante há dois anos -, me preocupa este precedente que “esvazia” totalmente a imprensa. Esvazia porque implica em mudança de regras jornalisticas, principalmente no que se refere ao furo, motivação maior de qualquer jornalista. Conforme excelente post do Pedro Dória ” (…)A Petrobras decidiu comprar uma guerra contra os jornais, quebrando seus furos. Tem o direito, evidentemente. (…) Se o único objetivo da Petrobras fosse realmente transparência, era muito simples resolver: publica perguntas e respostas logo após os jornais levarem ao ar suas informações exclusivas.(…)” Explico: A Petrobrás decidiu criar um blog com o objetivo de ter um canal de comunicação direto e interativo com o publico em geral. Até aí tudo bem, acho justo, e genial! Por que não? Várias empresas tem blogs! O problema é que, obviamente, para a elaboração de uma matéria um jornalista precisa de algum tempo. No entanto, agora a Petrobrás ao ser entrevistada está se antecipando e respondendo a essas perguntas no seu blog, tornando publica a resposta, antes da tal matéria ser publicada. Com isso, cadê o furo jornalístico? Acaba. E a matéria fica esvaziada. E como o jornalismo já está passando por uma grande crise, essa mudança de regras preocupa, afinal, querendo ou não, a imprensa é importante e deve ser preservada, pois uma das suas funções é zelar pela democracia.

Vamos torcer para que eles se entendam. A conferir os desdobramentos.

Bjks!

Foto: Jornal na China, via Flickr cc

Que tal um striptease?

You can leave your hat on…:)

Sei lá onde eu achei isso. Nem o por quê. Só sei que eu ri muito ontem a noite. E como hoje é sexta-feira… Vá lá! Momento relax :) 

O filme “Tudo ou nada” já é ótimo e essa cena final do striptease deles então é imbatível. Sexy e divertida – de morrer de rir -, mostra que ninguém precisar ser expert nisso para fazer acontecer.

 

E, coincidentemente, na famosa cena do striptease de Kim Bassinger em “Nove Semanas e ½ de Amor”, a música escolhida para performance é exatamente a mesma! Também sexy e divertida, a cena é linda.

   

Finalmente, vale destacar que em ambos os casos, a platéia também trabalha – e muito! – estimulando o tempo todo. Portanto, se alguem se aventurar a brincar de striptease, já sabe: o principal é platéia e striper certos. A música, claro, já está escolhida: You can leave your hat on!

 Bom final de semana. Juizo!

 Bjs! :)

P.S.: A Denise comentou sobre a Diablo Cody, famosa publicitária e ex-striper que ganhou o Oscar de melhor roteiro ano passado pelo filme Juno. No “blog do Curioso” de Marcelo Duarte, achei um post onde ela sugere músicas para striptease, aqui. De fato, aquelas que eu conheço – Purple Rain, p.ex – tem uma melodia cheia de molejo :) Para os curiosos – ou interessados – e como o Ana SimplesAssim faz o serviço completo - barba, cabelo e bigode :) – segue trecho do post abaixo:

“(…) Diablo Cody, cujo nome verdadeiro é Brook Busey, tem até uma lista de suas músicas favoritas para tirar a roupa: “Remix to Ignition” (R.Kelly), “Purple Rain” (Prince), “Honk Tonk Woman” (Rolling Stones), “Pour Some Sugar on Me” (Def  Leppard) e “Amber” (311).”

Computadores e homens

Hal Odisséia no espaço

Quem já me conhece ha tempos está careca de saber que eu adoro um computador. Na verdade, como sou engenheira, desde garota aos 18 anos, na faculdade, lido com calculadoras e computadores. Fazem parte da minha vida. Lembro da felicidade que senti quando ganhei minha primeira HP científica. Era um sonho de consumo compartilhado com meus colegas que tinham outras calculadoras programáveis espetaculares. E a partir desta HP segui para a financeira, computador, planilhas, softwares, office, photoshop, internet, mule, youtube, blogs etc etc. Acho a tecnologia uma ferramenta insuperável e um entretenimento fascinante.

Mas tenho uma pergunta que não quer calar. Por que cargas d’agua alguns fabricantes de aviões acreditam que a decisão de um computador é mais acertada do que a decisão de um ser humano? Por que os computadores de bordo tem supremacia sobre o piloto e o co-piloto? Por que bloqueiam alguns instrumentos impedindo que, num momento de vida ou morte, o piloto assuma o controle da aeronave? Um computador pensa melhor do que um ser humano? Estamos lidando com o Hal, de Odisséia no Espaço?

Ser ou estar carioca…

… nosso amor e nossa danação :)

Domingo 2007 - Dis irmãos anoitecendo pp

Depois do meu “assalto de sorte”, só mesmo seguindo a dica do Rio Show no Projeto Carioquinha, aqui.  Super legal! Tem programas turisticos sensacionais que muita gente não conhece, olha aqui. Ainda é um privilégio morar nesta cidade -  maravilhosa –  e fazer turismo local, né não? :)

“ A partir desta segunda-feira (01.06) até 5 de julho, o carioca e os moradores da Cidade Maravilhosa têm um bom incentivo para fazer turismo na cidade. É a 11ª edição do “Carioquinha”, ação promocional que reúne 120 atrações, entre pontos e serviços turísticos, hotéis e restaurantes, com preços reduzidos – em até 100% como no caso do Museu de Arte Moderna – para quem comprovar residência ou nascimento no Rio e Grande Rio.

Este ano há algumas novidades, como o passeio ecológico “O outro lado do Rio”, oferecido pela Cooperativa Vale Encantado. O preço cai de R$ 75 para R$ 60. Os tradicionais pontos turísticos, como Pão de Açúcar e Corcovado continuam com seus 50% de desconto.(…)” (via Rio Show, aqui)

Um Assalto de Sorte?

killbill

“Foi um assalto de sorte!”- resumi no carro para o meu amigo. “Afinal, fora o meu ipod, que era velhinho, e meu celular que era um smartphone, não me machucaram, não levaram dinheiro, nem cartões de crédito, nem meus documentos… Dos males, o menor. Considero isso um assalto de sorte. Você vê como são as coisas hoje em dia…”

“É, hoje é assim mesmo – ele respondeu. “Eu já fui assaltado com toda a família em casa, a mão armada, mas, por sorte, era um assaltante sem vocação e compreensivo. Imagina que minha ex-mulher que é estilista negociou com ele várias coisas. Lembro que ele pegou um casaco dela no armário e ela pediu: “ Esse não! Herdei da mamãe! Me deu um trabalhão, reformei, arrumei todo, coloquei essas aplicações… ah, leva outro!” E ele concordou, devolveu o casaco e levou outro. Pode-se dizer que foi um assalto maravilhoso.” – concluiu. “

E que assunto é esse? Explico: fui assaltada nesta semana. Eu saia da academia de ginástica, cerca de 20h, e levava apenas uma pequena bolsa. Virei a rua e entrei na Vieira Souto caminhando na calçada no sentido do Arpoador. A rua estava movimentada, ainda era hora do rush.  Quanto a mim, confesso que estava tranquilíssima, totalmente distraída.

De repente, senti uma movimentação pela minha esquerda e um rapaz de uns 18 anos, negro, magrinho, de tenis e camiseta e com umas bolas de tenis na mão, passou por mim a passos rápidos. “Que susto!” – exclamei intrigada enquanto dava passagem para ele.

Segundos depois, a dois metros de distancia ele parou e ficou de frente para mim, me olhando com olhos ameaçadores. Percebi que era um assalto. Foi como se tudo acontecesse em câmara lenta. Lembrei do meu celular – perda que me aborrecia – e decidi desviar dele, virar para trás e correr – eu estava calçando tenis. Quando me virei, vi outro rapaz que se aproximava agilmente, pronto para se jogar em cima de mim – afinal, eu esboçava uma reação – e me tomar a bolsa a força. Parecia uma cena do National Geographic: eu acuada como se estivesse entre duas hienas.

Ato continuo, evitando um embate físico iminente, joguei a bolsa para o alto e ela caiu uns dez metros a frente. Em seguida, como dois cachorrinhos atrás do osso, eles pularam em cima da bolsa e sairam correndo no sentido do Arpoador. Sumiram, para meu alivio.

Minutos depois, cheguei em casa com as mãos trêmulas e o coração disparado. Adrenalina a mil por hora. Telefonei imediatamente para minha secretária e pedi que ela bloqueasse o meu celular enquanto eu avisava umas três ou quatro pessoas que poderiam me telefonar naquele momento, inclusive este amigo com quem eu ia sair em 30 minutos.

Pois é, já sou prevenida: esta foi a terceira vez que me roubam o celular … Há tempos não escrevo o nome completo das pessoas na minha agenda telefonica e, por sorte, há dias tinha deletado todas as minhas fotos. Sorte! Sem isso, me sentiria com a privacidade invadida demais. Foto em celular tem esse grande inconveniente.

No dia seguinte, veio o relax. Em casa, conversando com meu ex-marido, ele perguntou: “E se você tivesse jogado a bolsa para dentro da grade de algum prédio?” Na verdade, eu não pensei nisso. Mas acho que não teria sido uma boa idéia, afinal, a bolsa estaria protegida, mas eu ficaria do lado de fora com os pivetes que poderiam me machucar de raiva. Sabe-se lá! E ele continuou: “Mas se eles eram rapazotes, e se você desse uma bronca neles, deixasse eles assustados, com medo de você?” Ao que minha filha interferiu: “Pelo amor de Deus, pai. E mamãe lá mete medo em alguém? Nem que estivesse de quimono e faixa preta!’ E meu filho concluiu brincando: “Seria uma cena de Kill Bill, já pensou? A câmera fecha por uns segundos nos olhos da mamãe bem brava, depois nos olhos de um pivete, depois nos olhos do outro e termina numa cena panorâmica com os três posicionados e a mamãe, vestida com aquele macacãozinho amarelo, dando um golpe no ar a la Kill Bill!”

Agora me digam: posso com isso? :)

Refresco: falando em Kill Bill, segue abaixo esse videoclip do filme,  com a música ” Dont Let me be Misunderstood”

Sem foco. Hummmmm… :)

Totalmente desconcentrada para escrever. 

Mas, não sei exatamente o porquê… feliz.

Pelo visto, eu me contento com pouco. Que ninguém saiba disso  :)

E enquanto o foco não vem, segue abaixo um ótimo clip (2  minutinhos) do filme All That Jazz, de Bob Fosse.

Enjoy!

Aviso: Capturei, entre outros, via RSS, o blog da Revista Bravo no tema “Assunto do Dia”, vejam na nova coluna do blog, a esquerda. Com isso, querendo ou não e com ou sem foco, frequentemente  este espaço estará atualizado, através dessas fontes – selecionadíssimas.  Adorei isso! Estou me sentindo a editora chefe deste espaço. Óbvio, não? E não é verdade? :)

Bjks!

Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda! :)

Chico em “Joana, a Francesa”. Esse video tem um depoimento maravilhoso, onde ele fala sobre a influencia da literatura e da filosofia francesa na sua vida.  E termina com essa música lindíssima, cuja letra segue no final.

“O calor de uma tarde quente, puro torpor e encantamento. E um jogo de palavras em francês e português genial!”

Abaixo, outra versão, também lindíssima,  interpretada por Nara Leão. Aliás, vale ler os comentários neste link, entre eles: “Essa música é uma beleza e na voz de Nara ela ganha uma doçura que só ela sabe dar.”   E não é mesmo?

Enfim, música sensualíssima, interpretações imperdíveis. Melhor impossivel. Vale muito a pena :)

Tu ris, tu mens trop
Tu pleures, tu meurs trop
Tu as le tropique
Dans le sang et sur la peau
Geme de loucura e de torpor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda

Mata-me de rir
Fala-me de amor
Songes et mensonges
Sei de longe e sei de cor
Geme de prazer e de pavor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda

Vem molhar meu colo
Vou te consolar
Vem, mulato mole
Dançar dans mes bras
Vem, moleque me dizer
Onde é que está
Ton soleil, ta braise

Quem me enfeitiçou
O mar, marée, bateau
Tu as le parfum
De la cachaça e de suor
Geme de preguiça e de calor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda

******

Este post é um preâmbulo para o próximo, “O Amor … e a Razão” (3), que tem como base o ótimo texto da psicanalista Betty Milan ” O Desafio da Liberdade”, aqui.  Nele eu vou contar uma história verídica, vou falar rapidamente sobre esses três “NÃOS da Liberdade”, por ela abordados, destacando o terceiro, o “NÃO a repetição inconsciente de padrões“. Finalmente, completando essas citadas premissas da verdadeira liberdade, eu acrescentaria – e acrescento – a NÃO COVARDIA. Imprescindível. Acorda! :)letras acima

O amor… e o ciúme (2)

… o monstro de olhos verdes: 

olhos verdes by sara, via Flickr cc

 

” Quando eu tinha vinte e nove anos e era bem bonita – hoje me dou conta -, houve um momento em que engordei quatro quilos. Como sempre tinha sido um fiapo e continuava com cinqüenta e dois centímetros de cintura, mesmo depois de ter tido três filhos, dava para se perceber a diferença. Um dia fui almoçar na casa de meus pais, e, logo que entrei, meu pai me disse: “Danuza, você está um monstro”. Monstro eu não podia estar, mas era outra pessoa; não só pelos tais quatro quilos, mas sobretudo porque, depois de terminar meu casamento com Samuel Wainer e ter tomado outro rumo na vida, com Antônio Maria, havia mudado de personalidade. Samuel foi o único homem que nunca tentou me modificar. Ao contrário: ele me estimulava a ser cada vez mais eu mesma, a me soltar, a desenvolver minha personalidade. Extremamente inteligente e vivido, achava que essa era a estratégia certa para conservar um casamento. Costuma ser, só que não foi.

Com Antônio Maria aconteceu tudo ao contrário: ele me transformou numa pessoa diferente. (…) Demorei a compreender o que meu pai quis me dizer, na sua franqueza: eu não era mais a mesma. Meio gordinha, usando saias mais compridas para cobrir as pernas, rindo discretamente, falando só coisas sensatas. Quieta, inibida, não dizia o que sentia ou achava. Sem pensar, sem ter opinião sobre nada, só podendo gostar do que Antônio Maria gostava e achando bom não ser nada, que é uma maneira cômoda de viver, mas dificilmente dura. O comentário de meu pai fez acender a luz amarela; me olhei no espelho, refleti sobre minha vida e vi que era outra. “ ( Danuza Leão, no seu livro Quase Tudo)  

Eu detesto ciúmes. Não que não sinta, é claro, afinal, sentimento a gente não controla – ainda que possa administrar. Mas nossas ações controlamos, sim. E penso o amor não autoriza uma pessoa a tentar dominar e limitar os direitos da outra. O amor só justifica atenção, bons tratos e carinho. 

Ciúme remete a zelo? Pode ser. Mas sua intensidade não é proporcional ao amor e tem mais relação com a insegurança do ciumento do que com o amado – objeto do ciúme. Portanto, ciume não é prova de amor. Existem outras provas muito mais significativas, como  p.ex,  o “não ciume”, a “não dominação”.

O respeito ao direito do outro é que é a maior prova de amor 

   

“Não quero sugar todo seu leite, 

 Nem quero você enfeite do meu ser (… )” Caetano Veloso  

É um amor pelo amor… Sem controle, sem possessividade, lindo, leve e solto. Um sonho, não? E seja o que Deus quiser :)

Sentir ciúme é inevitável. Exercê-lo é desrespeitoso. Simples Assim :)

Leia mais: As relações afetivas estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor 

 Próximo post: “O amor… e a razão” (3), vide link acima, entre outros 

Foto de Sara, via Flickr cc

O amor e … uma pessoa sensível (1)

pessoa-sensivel

Estava concentradíssima na minha aula de Shakespeare, lendo a cena do balcão em Romeu e Julieta, quando Cristina perguntou ao grupo: 

“Vocês não acham o Romeu meio enjoadinho, não?”

Ela tem razão – pensei -, Romeu é enjoadinho. Lindo de morrer, no filme do Zefirelli, mas enjoadinho. Como diz minha filha, quase um “malinha”.

 “Vocês acham que ele tem alguma semelhança com Hamlet?” – ela continuou.

“Claro que eles tem semelhanças” – palpitei. “Ambos são homens mais de reflexão do que de ação. São mais sensíveis. No caso do Romeu, p.ex, ele tem o atenuante de ser ainda muito mocinho, só tem dezesseis anos. É sonhador demais. Tão bobinho… Quem domina o casal é a Julieta… Já Hamlet é mais velho, mas está em crise dominado por um compromisso de vingar a morte do pai. Para ele que também é um homem mais sensível, de reflexão, isso é paralisante, um peso, sem dúvida… Agora, em condições normais, eles devem ser homens bacanas!”

 “Eu também não acho esse tipo de homem enjoado, não. Prefiro esse tipo do que um tipo mais agressivo, mais grosseiro…. – comentou Bia e perguntou: “Quem seria um homem mais sensível, mais doce como eles hoje em dia? “

 “Que tal Caetano Veloso?” - perguntou Paula. “Ele não é um tipo autoritário. Parece um tipo de homem mais sensível…”

“E Chico Buarque ?” – arriscou a professora.

Fez se tres segundos de um silencio sonhador e sorridente na sala. E voltamos a leitura :)

Próximos posts: O amor… e o ciúme (2) e O amor… e a razão (3)

Tricotando na blogosfera, com Denise Sollami – o retorno :)

Tricotando na blogosfera 2 copy

 

Dois anos passam super rápido. Lembro muito bem dos posts que fiz com a Denise, minha querida amiga, cuja amizade começou virtualmente. Sorte? Afinidade descoberta na internet? Sei lá :) O fato é que começamos juntas na comunidade Globoonliners e aqui estamos, juntas, fazendo o post da despedida.

Sentiremos saudades…

Ana: Então, Denise, que pena essa desativação do Globoonliners, não é? O que será que houve? O que deu errado?

Denise: Talvez crise de identidade, a tal polêmica sobre o quanto a internet, através dos blogs, vem modificando o peso da imprensa feita pelos profissionais da área. Não sei ao certo. A comunidade aqui foi feliz, não havia hostilidade, mas não posso dizer que tenha sido alvo de muita atenção por parte de quem a abrigava. De toda forma, adorei ver como há pessoas que gostam de escrever e que têm uma visão particular sobre o noticiário e outros assuntos, assim como gostei imenso de conviver com algumas em especial. Você, por exemplo, é uma amizade criada aqui e que transcendeu para a vida dita real. Quanto ao que não gostei, nada digno de realce. Uma ou outra bobagem apenas. E você, Ana Luiza, o que acha que houve? Não acha que a notícia do fim foi um tanto seco? Se vai haver outra comunidade, como anunciado, poderia haver uma transição entre o globonliners e a próxima comunidade, não?

Ana: Vamos por partes, Denise. Primeiramente, obrigada. Você sempre gentil. Sem dúvida, a sua amizade foi um ganho que faz diferença na minha vida. Você é muito inteligente e, apesar de jovem, bastante vivida, talvez pela profissão, ou maturidade, não sei. E escreve muito bem. Sempre achei muito curiosa a sua maneira de ver o cotidiano, foco recorrente no seu blog. Você observa e destaca alguns pontos do dia a dia, que sempre enriquecem a minha visão. É como a gente apreciar um quadro, acompanhada por uma outra pessoa. Observamos isso ou aquilo e a pessoa destaca este ou aquele outro detalhe. E terminamos com uma visão mais completa, mais rica. Muito bom. Quanto ao Globoonliners, primeiramente gostaria de destacar que, para mim, o maior mérito deste projeto do jornal “O Globo” foi a iniciativa de se dar a palavra ao leitor. Palavra livre, vale ressaltar, sem direcionamento algum. Portanto, lamento a sua desativação. E acho que essa decisão se deve a vários fatores. Posso citar, por exemplo, o fato de rede social/comunidade não ser o negócio deles. De fato, como você mencionou, sempre houve algum afastamento/desinteresse pela comunidade. Mas, por outro lado, eles agora dizem que o negócio deles é informação. Até publicidade é informação (!?)… Então!? Talvez ainda seja um leve resquício de alguma “antipatia” por blogueiros, coisa tão pequena e retrógrada, afinal, já diz o ditado: “se não pode ir contra eles, junte-se a eles”. Isso é velho, não? Não acredito que seja o caso… Talvez algum “enxugamento” na empresa por conta da crise na mídia mundial, fato notório e já comentado por mim em outro post, aliado a uma decisão precipitada – afinal, o custo do Globoonliners não pode ser relevante. Falam em uma nova comunidade e transferencia da equipe para desenvolve-la. Mas, a custa da desativação desta, isso não é economia? Economia de equipe é o quê? E será uma economia tão significativa assim? E sim, o comunicado foi muito seco, especialmente para tempos web 2.0, 3.0, ou o que seja. Me lembrou o jornalista Pedro Dória ( ex-nominimo) num post sobre midia/jornalismo: “Jornais e revistas não gostam de falar de si mesmos. E, quando falam, de tão relidos e cuidadosos, os textos vêm com aquele tom oficialesco como quem diz: é isto que quero falar agora, nada mais tenho a declarar”.   Não foi essa a nossa impressão daquele comunicado que mais parecia um daqueles comunicados de jornal impresso? E sendo a decisão de desativar o Globoonliners irreverssível, você tem razão, por que não aguardar a nova comunidade e então promover uma transferencia dos usuários? Enfim… E você, o que você vai fazer agora? Quais os seus planos?

Denise: Nunca desativei meu outro blog, o quieta em meu canto, de maneira que volto para ele sem nenhum problema. E você, vai manter outro blog ou desiste desse negócio? Aliás, uma pergunta: uma vez blogueira sempre blogueira?  

Ana: Se uma vez blogueira sempre blogueira? Acho que sim :) Hoje eu já tenho outro blog no wordpress – Ana SimplesAssim, simples sim, banal nunca :)) – , que iniciei quase simultaneamente ao Globoonliners. Parte do meu trabalho tem relação com internet, eu costumo – e devo – testar todas essas novidades e ferramentas. E são muitas. Digo que ao envelhecer não vou precisar fazer Sudoku para exercitar o cérebro. Só o exercício que é entender, experimentar e pensar em meios e plataformas digitais… E sem falar no conteúdo. Eu gosto de me envolver em coisas úteis, sempre prefiro escrever posts que acrescentem …. Nem que sejam brincadeiras, que, as vezes, também são úteis, é claro. E isso também dá trabalho, afinal, tenho que ler, refletir, resumir, escrever pensando no meu leitor: como seduzi-lo e leva-lo até o final do texto? Enfim, no frigir desses ovos, aprendo pra caramba. Adoro :)  E também é interessante conhecer melhor as pessoas, saber o que se passa pela cabeça delas. Ver, p.ex, o que interessa mais ao pessoal, quais os blogs “hit parade” e porquê. Não é curioso? E finalmente, Denise, para terminar, por que você escreve, por que tem um blog?

Denise: Tenho um blog porque escrevo e porque quis desvendar o que ia para as gavetas do meu computador. Agora, porque escrevo, não sei. Mas gosto imenso da palavra escrita e tenho muito prazer em ver no papel meu devaneios. Valeu, Ana! Foi ótima nossa segunda tricotagem! Um beijo muito carinhoso para você.

 Ana: Obrigadíssima, Denise. Como sempre, ótimo estar com você, ainda que virtualmente :) Bjks!

Post relacionado:  Crise na midia - sobre dificuldades e desafios do jornalismo hoje, aqui

Aviso: Estou reativando aos poucos esse meu blog no wordpress, publicando meus posts favoritos e já incluindo outros novos e alternativos. Desconheço se tenho como avisar posts recentes. Portanto, quem quiser me acompanhar  sugiro que assine o RSS. É só clicar lá – facilimo.

 De qq forma, em caso de desencontro, me joga no Google! Bjks! :)

Ana SimplesAssim, no Google, aqui.

Flamengo… no Twitter

flamengo-by-tmlvngs-via-flickr-cc1

Ainda não sei o resultado, estou na expectativa. Mas me lembrei de checar o que falam no Twitter, neste momento, sobre o jogo. Olha só aqui: 

Flamengo no Twitter- agora (aqui).  Será que precisa estar logado? Loga aí! É rapidinho… :)

E será que ganhamos?

Atualização das 18h30m:

Ganhamoooos! Mengão Tricampeão Carioca! :)

Foto de tmlvngs via Flickr cc

Momento “Alô, Doçura!” :)

 rocambolelaranja1

Hoje acordei com vontade de comer um doce meio azedinho… mas o quê seria? Huuummmmm, azedinho mas nem tanto… e fácil de fazer, de preferência :)

Maria – perguntei, entrando na cozinha -, cadê aquela receita do rocambole de laranja do Antiquarius?” 

Sim, amigos, do Antiquarius! Manuelzinho me deu pessoalmente. Isso, é claro, atendendo a um charmoso pedido… Pra que existe charme, né não? :)

“Hummm, Manoelzinho… esse rocambole é uma delicia irresistível!, perco a minha cabeça… Como é que se faz, hein?” E ele, sorridente, respondeu que ia ver na cozinha. Cinco minutos depois, já no cafézinho, eis que o Manuelzinho surge, mais sorridente ainda, com a receita manuscrita num pedaço de papel! Ele não é um encanto?

Maria, aquela receita tem história, vale ouro, não pode sumir!” – comentei preocupada.

A senhora já viu no computador? Procura lá, que eu vou ver nos meus guardados” – ela me respondeu tranquila.

Revirei meu computador e nada. Ainda não transferi todos os meus arquivos para esse laptop novo… olha o perigo! O que a gente perde… Cadê as minhas receitas??? – pensei já com raiva de mim mesma.

“É essa aqui?” – Maria perguntou enquanto me mostrava a receita numa folha de papel, impressa a partir do computador onde deve estar a receita digitada - conforme ela supôs e acertou, como sempre. Que alivio! Maria está no controle… :)

E, mãos a obra, vamos ao que interessa!

Rocambole de laranja Antiquarius (by Manuelzinho)

Ingredientes: 13 ovos, 500gr açúcar, 200gr suco de laranja, 1 colher de sopa de raspas de laranja.

Modo de fazer: Misturar ou bater tudo muito bem e assar num tabuleiro untado com manteiga e açúcar por cerca de 20 min, até ficar com uma consistência esponjosa. Desenformar e cuidadosamente enrolar (puro) e ainda morno, com a ajuda de um pano de prato úmido. Levar à geladeira. Na hora de servir, salpicar açúcar e canela. Pronto! Hummmmm… Delicia! :)

**

Falando em doces e doçura, rapidamente, lembrei da Eva, minha professora de literatura. Hoje estou lendo Shakespeare com um pequeno grupo de estudo, mas há alguns anos, li com esse mesmo grupo e outra professora, toda a obra de Marcel Proust. Como o grupo é pequeno e essas leituras levam anos, acabamos, obviamente, nos conhecendo melhor visto que debatemos algumas questões da obra a partir de nossas perspectivas pessoais muito diversas – e enriquecedoras. Eva é casada com um diplomata e ao termino da nossa leitura de Proust, eles foram morar em outro país. Na sua despedida, durante um jantar, ela nos surpreendeu com um poema para cada uma das suas alunas. O meu poema foi esse abaixo:

“Ana Luiza e os doces
A doçura de Ana Luiza
Os textos de Ana Luiza
As perguntas de Ana Luiza
Ana Luiza e a praia”

Tem a ver comigo? Eu gosto. Nunca divulguei, por timidez, mas quer saber? É o meu momento marketing pessoal. Sorry, periferia ;))

Crise na mídia

Insane newspaper readers IV- flickr thori pablo

“Informação. Nosso negócio é informação”.

É como hoje os jornais definem o seu negócio. E que negócio. Afinal, informação é um conceito tão vago. Informação é etérea, efemera, manipulada, fluida, escorre pelos dedos… Como rentabilizar informação?

Esse é o grande desafio do jornalismo atualmente. Com a popularidade da internet e, consequentemente, com a propagação de jornais digitais e blogs, entre outros, o monopólio da informação em escala acabou. Segundo o jornalista Pedro Dória no post “O Futuro do jornalismo (Que futuro?)”, “Richard Gingras, um dos fundadores da Salon.com, executivo do GoogleNews, consultor do New York Times e do (excelente) blog político Talking Points Memo, resume assim: pusemos uma rotativa nas mãos de quase todo mundo. Agora, acabou.”

A rotativa é a internet. Mais cedo ou mais tarde, as mudanças serão visiveis.

Em poucas palavras, no mundo inteiro, aos poucos, os leitores estão se tranferindo do jornal impresso para o jornal online, para a internet. A publicidade – que juntamente com a receita de venda nas bancas e assinaturas sustenta um jornal – não tem comparecido, não tem acompanhado essa transição – situação esta ainda mais critica por conta do grande concorrente em publicidade digital, o Google. Por outro lado, devido a crise finaceira atual, a verba de midia diminuiu bastante e o espaço no jornal impresso é considerado caro. Ou seja, os leitores tem migrado para a internet onde a receita publicitária (no jornal online) não tem crescido, enquanto ao mesmo tempo, este receita publicitária tem diminuido no jornal impresso. Fui clara? Considerando que, ao contrario do jornal impresso, no jornal online o leitor não paga para ler, quem paga esta conta?

Dentro deste contexto critico, naturalmente, a questão da credibilidade de um jornal vem a tona. Credibilidade vale ouro. Afinal, com a publicidade (inclusive a oficial) mais valorizada do que nunca, redações “enxutas” e fragilizadas, terceiros “vazando” notas, releases e até dossies politicos tendenciosos ou forjados (conforme o ombudsman do ig), a leitura atenta e cuidadosa de um jornal é indispensável. E a credibilidade, um diferencial indicutível.

Pedro Dória, que já citei acima, no seu post ” Objetividade da Imprensa” afirma acreditar “que a imprensa brasileira é, hoje, mais profissional e objetiva do que em qualquer outro momento de sua história”, vale ler, e conferir. Mas ele comenta a respeito da sua opacidade, afinal, a imprensa cobre todos os setores da sociedade, como o setor de aviação, o setor bancário, o setor petrolífero etc, mas não cobre a industria jornalistica! “O público percebe: está ali uma indústria opaca, talvez a única indústria que não sofre de fato o escrutínio da imprensa. É natural que desta percepção nasça desconfiança. Falta transparência, falta mostrar como a salsicha é feita (…)Talvez, para sua surpresa, uma indústria tão defensiva como a da grande imprensa descobrisse que ela é justamente a quem tem mais a ganhar se recebesse a mesma luz que joga sobre o resto do mundo.” 

As mudanças estão a caminho. O NYT, p.ex, entre outras experiencias interativas, “inicia” seu novo publisher no blog City Room, sobre a cidade de Nova Iorque, onde ele interage diretamente com o leitor, conforme postou Tiago DóriaGood news!

Enfim, torço para que este desafio da imprensa seja resolvido a contento, afinal, “(…) é nela, perante os olhos de todos, que os grandes debates nacionais acontecem. A imprensa surgiu para ser a voz do cidadão e o olho do cidadão nos afazeres públicos”. Ela tem um papel fundamental na sociedade, é um dos alicerces básicos da democracia.

Aviso: Desconheço se aqui tenho como avisar posts recentes. Portanto, quem quiser me acompanhar (ou me seguir, segundo o Twitter) sugiro que assine o RSS. É só clicar lá – facilimo.

De qq forma, em caso de desencontro, vai para o Google! Bjks! :)

Ana SimplesAssim no Google, aqui

Entrevista/Video de Gay Talese: “NYT errou ao oferecer notícias de graça na internet” – aqui  

Foto: “Insane newspaper readers IV”, de Thori pablo, via Flickr cc

Loving Shakespeare

“Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia.”  (Shakespeare)

Amigos, estou fazendo um curso de Shakespeare na minha casa com umas amigas, ministrado por uma professora – sensacional, apaixonada e apaixonante – especializada no seu trabalho. Além do seu rico conteúdo, a forma como ele (Shakespeare) “tece” o seu texto é literalmente encantadora. Ficamos nas nuvens ao final das aulas.

Como todo mundo sabe, William Shakespeare (1564 – 1616) foi um dramaturgo e poeta inglês, amplamente considerado como o maior dramaturgo da Língua inglesa e um dos mais influentes no mundo ocidental. Suas obras, que permaneceram ao longo dos tempos, consistem de 38 peças, 154 sonetos, dois poemas de narrativa longa, e várias outras poesias. São mais atualizadas do que as de qualquer outro dramaturgo.

Ele viveu durante o renascimento e é um exemplo das novas características do homem moderno e renascentista. Valorizava, entre outros, o racionalismo, o individualismo e o naturalismo – em suas peças muitas vezes os protagonisas eram pessoas reais, com todos os seus defeitos e qualidades.

Segundo Harold Bloom, “…ele criou a noção que temos do que é humano. Sua obra torna acessível a qualquer um a sabedoria que só um filósofo pode possuir, mas que o cidadão comum não pode alcançar por meios convencionais. É uma filosofia imediata, que se dá nos dramas, na mistura de tragédia e comédia, nas passagens em que Hamlet toca no problema da metafísica e Lear conclui que o mundo é irrecuperável. Hamlet é o personagem mais sábio de toda a literatura. Shakespeare escreve tudo da forma mais natural. (…)”

Ele também era um homem politico. Segundo José Renato Ferraz da Silveira, cientista politico e professor de Ciência Política na PUC-SP, “(… ) O bardo inglês realiza a teatralização da política expressando as tensões e paradoxos que atravessam a esfera do poder: o potencial com que a Política pode contribuir ou impedir a melhoria da condição humana. Nesse sentido, a política para Shakespeare é uma atividade tipicamente humana caracterizada pelo binômio: motivação pelo poder e a inevitabilidade do conflito. Surge daí, uma das novidades da nova perspectiva de compreensão da política, ou seja, o reconhecimento da permanência do conflito. Caracterizar, portanto, a política moderna ou contemporânea é entendê-la como jogo de forças opostas resultantes dos inconciliáveis desejos humanos. Tal “choque de interesses” evidencia o caráter trágico do jogo político: conquista, manutenção e perda do poder (…)”

Futuramente, vou aprofundar mais essa veia politica de Shakespeare, que aparece até na romantica peça Romeu e Julieta (na disputa de poder entre as familias Montecchio e Capuleto, e na consequente falta de autoridade do principe de Verona, p.ex). Enquanto isso, segue abaixo um dos seus sonetos onde se pode perceber claramente sua aceitação e posição contra a idealização do objeto do amor. Deleitem-se!

Soneto 130

Não tem olhos solares, meu amor;
Mais rubro que seus lábios é o coral;
Se neve é branca, é escura a sua cor;
E a cabeleira ao arame é igual.

Vermelha e branca é a rosa adamascada
Mas tal rosa sua face não iguala;
E há fragrância bem mais delicada
Do que a do ar que minha amante exala.

Muito gosto de ouvi-la, mesmo quando
Na música há melhor diapasão;
Nunca vi uma deusa deslizando,

Mas minha amada caminha no chão.
Mas juro que esse amor me é mais caro
Que qualquer outra à qual eu a comparo.

                                  **

My mistress’ eyes are nothing like the sun;
Coral is far more red than her lips’ red;
If snow be white, why then her breasts are dun;
If hairs be wires, black wires grow on her head.

Video: Soneto 130 – My mistress’ eyes por Alan Rickman 

I have seen roses damask’d, red and white,
But no such roses see I in her cheeks;
And in some perfumes is there more delight
Than in the breath that from my mistress reeks.

I love to hear her speak, yet well I know
That music hath a far more pleasing sound;
I grant I never saw a goddess go;

My mistress, when she walks, treads on the ground.
And yet, by heaven, I think my love as rare
As any she belied with false compare.

                                                                                                           

Chocolate! Só quero chocolate…

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Amo, adoro chocolate. Sempre que tenho que escolher uma sobremesa, em qualquer ocasião, prefiro, p.ex, as que tem chocolate. Já sentiram, né? Sou uma chocólatra asumidíssima. E ponto.

Mas, felizmente, essa “paixão absoluta” não quer dizer que eu não aprecie variações, pelo contrário: embora eu considere os sabores/recheios clássicos como nougat, trufas, ou gianduia absolutamente deliciosos, dentro dessa categoria também gosto muito de novidades e combinações inusitadas. Ai é que mora o perigo… :)

Segundo a Larousse do Chocolate, assinada pelo famosíssimo chocolatier francês Pierre Hermé, uma degustação séria de chocolate deve avaliar:
-  aspecto: tem cor, brilho, deficiências?
-  quebra: é certeira? O chocolate não pode esfarelar.
-  aromas: # é frutado? (notas de amêndoa, avelã, noz, figo, passas, ameixa-seca, marmelo, damasco, frutas vermelhas, banana, manga, frutas cítricas etc.); # floral? (notas de laranjeira, rosa, violeta, jasmim); # madeira? (exótica, alcaçuz); # vegetal? (ervas, chá, tabaco, horta); # especiarias? (canela, baunilha, cravo, pimenta, noz-moscada, hortelã); # empireumático? (aromas de fumaça, de grelhado, caramelho, café ou cacau torrado, borracha); # animal? (caça, couro, bode, queijo de cabra, presunto);  # etéreo? (bombom inglês, vinagre, vinho, rum, leite, manteiga, estábulo, cerveja, sabão; # químico? (metal, juta, produto farmacêutico)
- textura: como ele é na boca? Liso, granulado, pastoso?
- sabor: é ácido, amargo, adocicado? Como são os taninos e a eventual adstringência?
- o tempo de permanência na boca é curto? Longo?

 

Minha avaliação é bem menos séria (técnica) e infinitamente mais “sensorial-sentimental”, digamos assim. Acho muito melhor degustar o chocolate ou bombom de chocolate com mais leveza, com calma, beeeem devagarinho. Uma coisa quase tântrica… :)

Como já comentei acima, embora eu adore combinações inusitadas e criativas no sabor,  não abro mão também da beleza ”fisica” – a foto desses bombons do Pierre Hermé,  nesse post, aqui aumentada, não é uma coisa? Não é para cair de boca? Reparem na sedução visual :) Também não abro mão do aroma…. Não esquecendo também da temperatura ambiente, imprescindível. Enfim, não abro mão de usar os meus cinco sentidos na apreciação de um chocolate.

Ok, então como eu degusto chocolate? SimplesAssim: primeiro quero saber a procedência. Convenhamos, eu não vou gastar meus créditos calóricos em chocolate “mais ou menos”, né não? Depois seguem:

* Visual – beleza e atratividade são fundamentais. Até gosto de um estilo conservador – desde que consagrado, vejm mais fotos aqui –, mas também gosto muito de criatividade e audácia. Olhem, p.ex, essas lindas embalagens com desenhos de pin-ups, aqui. Vejam também esses bombons decorados com silkscreen – um must -, aqui. Está super na moda, vejam outras fotos aqui também, do famoso MarieBelle de NY. Não são lindos?
* Aroma – importantíssimo. Percebam as diferenças de aromas entre o chocolate amargo, ao leite, os recheios…
* Sabor – sou curiosa, provo tudo. Se adoro o clássico bombom com nougat, também amo combinações que envolvem contrastes com azedinho, com picante, com bebidas… hummmm
* Tato - leia-se textura e temperatura, é claro. São itens delicadíssimos, pois podem comprometer todo o chocolate. Temperatura ambiente – sempre – é fundamental. Já a textura pode e deve ser variável. O chocolate pode ser mais macio, mais duro, com textura crocante, mais fluida ou não… Cada caso é um caso… :)
* Audição – essa aprendi com Ferran Adrià, que busca atingir os cinco sentidos em sua gastronomia. Aqui, a audição pode ser atingida através do recheio, crocante, p.ex. Basta, ao mastigar, prestar atenção no barulhinho :)

E quem viu o filme “Chocolate” com Juliette Binoche e Johnny Depp? Ótimo. Eles fazem um casal lindo e têm uma bruta “química”, assim como todo o filme. Vide trailer aquiE a música de Tim Maia ” Chocolate”. Quem não lembra? Veja-ouça aqui.

Finalmente, e a sedução? Chocolate excita mais do que beijo? É o que afirma matéria do G1. Vocês concordam? Eu não concordo: adoro chocolate, mas acho que, nesse sentido, beijo é melhor. Obviamente que depende do beijo e do chocolate. Mas se tomarmos como exemplo o melhor beijo e o melhor chocolate…hummm, o beijo ganha disparado. E se for com gostinho de chocolate então… é imbatível. Delícia! :)

Come chocolates, pequena.
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates
. (Fernando Pessoa )

Choc-chips:

- Endereços dos melhores chocolates artesanais do Rio ( bom guardar esse link: uma cx de bombom especial é sempre um ótimo presente)

- Video de um tour pela fábrica de chocolate do Jacques Torres’ (em Nova Iorque), que foi um dos mais famosos pastry chef do Le Cirque (NY). Reparem que ele produz o próprio chocolate a partir da semente do cacau. Provei e, sem dúvida, é uma maravilha, um requinte, mas, particularmente, não acho indispensável. Bem próximo dele, se encontra a “micro” loja Kee’s Chocolates onde podemos ver a dona, a chinesa Kee trabalhando. (Vide foto comigo aqui. Ela me contou que é de Macau, mas não fala português pois mora em NY desde criança). Seus chocolates receberam, pelo sabor, avaliação 29 do critico Zagat e a matéria prima (chocolate) não é fabricação própria e, sim, de origem belga. Lembro de uns bombons bem diferentes que provei recheados com “creme brulee”, maracujá, nougat e até apimentados – ma.ra.vi.lho.sos. 

- Pierre Hermé: artista, chocólotra – ótima matéria do Estadão, aqui 

Foto ” Chocolates de Pierre Hermé”, de roboppy, via flicker cc      

Medo? Que medo?

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Domingo, dia 18 de fevereiro, lendo a excelente entrevista de Armínio Fraga ao jornal O Globo cujo título era ” Recessão nos EUA será ’suave e prolongada’, me chamou a atenção a afirmativa dele sobre a gangorra dos mercados: “Hoje o medo está suplantando a ganância”.

Bem, ganância é ganância e, de forma geral, tenho lá minhas dúvidas sobre isso – nem sei se concordo ou não. Vejo tanta ganância (*)… Mas em se tratando de mercado financeiro, investimentos a curto prazo, capital especulativo… bem, quem sou eu para discordar dele? Se até o Bauman concorda….

“Que computador foi danificado pelo sinistro ” bug do milênio? Quantas pessoas você conhece que foram vítimas dos ácaros de tapete? Quantos amigos seus morreram da doença da vaca louca? Quantos conhecidos ficaram doentes ou inválidos por causa de alimentos geneticamente modificados?” Esta seqüência de perguntas está no capítulo de abertura do livro do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, Medo Líquido, recém-lançado no Brasil… A elas, ele não dá uma resposta, cumprindo apenas seu papel de provocador. Mas nem precisaria. Esse questionamento faz parte do que ele chama de “a era dos temores”….”Residente em Londres e professor emérito de sociologia das Universidades de Leeds e de Varsóvia, Bauman tem, no Brasil, 13 livros publicados – entre eles, Amor Líquido e Globalização: As Conseqüências Humanas. Grande amarrador de idéias que vagam no ar, ele desenvolveu o conceito de uma sociedade “líquida”, partindo do princípio de que as certezas e a previsibilidade do futuro estão diluídas…”

Para Bauman, um dos sinais de que estamos subjugados pelo medo é a percepção de que “todas as situações que nos ameaçam parecem orientadas por poderes que nos fogem ao controle. “Poder e política, uma dupla que até pouco tempo estava casada dentro das nações-estado, estão desquitados e querem se divorciar. Temos cada vez mais políticos sem poder e poderes sem nenhum controle político”, afirma. “
“…não há perspectiva de que esse clima de insegurança seja sanado. “Pelo contrário, os governos e os mercados têm interesse em manter esses medos intactos e, se possível, aumentá-los…”

Resumindo a entrevista que ele concedeu para a jornalista Flávia Tavares, do Estadão, temos:
“Governados pelo medo: A sensação de insegurança rege mercados e relações sociais. E ninguém parece ter controle sobre os perigos invisíveis que nos ameaçam. “” O aspecto mais assustador dos medos é que não temos, nem podemos ter, nenhuma certeza se eles são genuínos ou imaginários. Isso leva as pessoas a gastar mais em coisas de que não precisam e as faz apoiar políticos que não se preocupam com seu bem-estar. Não sou economista nem profeta, e seria desonesto de minha parte falar sobre os aspectos técnicos da crise financeira. Aliás, mesmo as pessoas com credenciais para isso estão fazendo previsões falsas, dando conselhos equivocados e sendo surpreendidas. Vivemos agora – como já vivíamos antes desse colapso nas bolsas de valores, do 11 de Setembro ou do Katrina – em um estado de medo permanente e incurável. Medos emanam de absolutamente qualquer coisa: falta de estabilidade no trabalho, constantes mudanças nas regras do jogo da vida, fragilidade nas parcerias, falta de reconhecimento social, ameaças de epidemias, comidas cancerígenas, possibilidade de ser excluído do mercado, ameaças à segurança pessoal nas ruas. Os medos são muitos e diferentes entre si, mas eles alimentam um ao outro, formando um estado de espírito que só pode ser descrito como “insegurança geral”. Nós nos sentimos ameaçados, mas não sabemos exatamente de onde vêm as ansiedades… Os medos estão flutuando no ar. Os especialistas nos dão diagnósticos conflitantes – o que ontem parecia impossível é anunciado como iminente e inescapável hoje. Por isso, estamos sempre “psicologicamente prontos” para um desastre e imaginamos que o mundo seja um contêiner de perigos. E, como disse o grande sociólogo W. I. Thomas há quase um século, se as pessoas acreditam que algo é real, elas vão agir de uma forma que vai tornar aquilo real.”

“…Nos tornamos mais temerosos do que éramos antes porque, anteriormente, o Estado havia encontrado a forma de convencer os cidadãos a ser obedientes: oferecia em troca a promessa de proteção contra as ameaças a sua existência. Não mais tendo condições de cumprir tal promessa, esse Estado acaba por mudar a ênfase da proteção contra os perigos à segurança social para os perigos à segurança pessoal – e, assim, “subsidiar” a batalha contra o medo. Os medos estão agora difusos, espalhados e indefinidos. Isto é o que os torna tão assustadores e de difícil eliminação. Essa característica “líquida” do medo o transforma em capital político e comercial – que os políticos e as empresas estão sempre tentados a reverter em algo lucrativo. O apelo popular de se fazer algo contra as causas desconhecidas das ansiedades e de combater as ameaças invisíveis pode ser distorcido e redirecionado para objetos que não são necessariamente responsáveis pela nossa insegurança, mas são convenientes do ponto de vista político e mercadológico. Essa mudança de foco não cura a ansiedade e, portanto, não diminuirá o suprimento de “capital do medo” – mas servirá para que sejam vendidos produtos relacionados à segurança e, por um breve período, reduzirá a tensão. Quando os medos da população se tornam uma tentação comercial, há poucas chances de eliminá-los pela raiz. Pelo contrário, os governos e os mercados têm interesse em manter os medos intactos e, se possível, aumentá-los…”

(Flávia Tavares) - “O senhor diz, em seu livro Medo Líquido, que a globalização eliminou qualquer possibilidade de segurança, já que a abertura dos mercados e dos países acabou com as proteções. Como se deu esse processo? Países com maior desigualdade social, como o Brasil e outros emergentes, tendem a sentir mais medo? Estamos mais vulneráveis aos perigos nas grandes cidades? Quais as conseqüências disso?” Leia mais aqui.

                                                                                                   **

Não li o livro ainda, mas só essa entrevista já é bastante instigante – afinal, indiscutivelmente temos, sim, muito medo. Na verdade, vivemos uma época de medo generalizado. Medo da violência, medo do desemprego, medo de doenças, medo de mudanças, medo do outro, medo de falar em público e até medo de perder o tempo! Tudo é motivo para estresses e ansiedades desnecessárias.

Por sorte, eu, particularmente, ainda que seja cuidadosa, não sou das mais medrosas. Já fui, principalmente, quando criança. Mas hoje não admito e costumo enfrentar meus medos – se eles me incomodamos e os considero infundados, é claro. E isso é uma conquista difícil. Alguns deles como, p.ex, o medo de perder, ainda preservo em parte – para bem ou para o mal. :)

Enfim, medo é um sentimento muito forte, pode ser aterrador e até paralisante. O que é desagradável e anti-produtivo. Para mim, a melhor estratégia para enfrentá-lo é a desconstrução desse medo, através da brincadeira, deboche mesmo. Um filme ótimo dentro desse espírito é o ” Jovem Frankenstein” de Mel Brooks, que é considerado uma das melhores comédias do cinema. Foi de lá que tirei o título deste post, mais precisamente neste trecho aqui, hilário. Reparem que em um dado momento, quando o dr. Frankenstein percebe a corcunda do criado Igor e se oferece para operá-lo, ouve a seguinte resposta: “Corcunda? Que corcunda?” Não deixem de ver e divirtam-se com o medo também!:)Então me digam: Será que vivemos mesmo uma “Era de temores”?

(*) P.S.: Coincidentemente, ganância é uma das características principais – e se sobrepuja ao medo – nos personagens dos dois filmes mais premiados pelo Oscar 2008: “Onde os fracos não tem vez” e “Sangue Negro”. Impressionante!

Foto de frawis, via Flickr cc  

No escurinho do cinema…

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 …em busca do tempo perdido.

Existem momentos mágicos na maneira de dois seres humanos se relacionar. Eles estão contidos em algum lugar. Num olhar que se troca; numa frase que se completa; num par de mãos que se encontram. Olhares, frases, mãos, existem por toda parte. Mas é uma química, de novo, mágica, que permite que aflore alguma coisa perfeita e insubstituível, que muitos chamam de paixão. Falo em química porque reconheço a impossibilidade de uma expressão irretocável no sentido absoluto. E me permito essa divagação extemporânea porque tenho consciência da relativização de uma criação literária, ou cinematográfica….Nada acontece por acaso…O núcleo do filme está em Tommy Lee Jones, cujo personagem já não se espanta com nada. Jones não participa diretamente de nenhuma das ações que envolvem o assassino e suas presas e ainda assim está no centro de tudo. É ele que abre o filme, em off. Não está falando de Chigurth, mas de um jovem assassino que prendeu há tempos atrás. Está falando de valores esquecidos…É destes valores a que se refere o belo título, onde “old men” foi impropriamente entendido como “fracos”. É isso que permeia, delicada e imperceptivelmente, todo o filme. Onde os Fracos Não Têm Vez não é sobre a perseguição a um caipira que achou uma mala cheia de dinheiro. É sobre a corrida ao tempo que se perdeu no meio do caminho. Sua matéria-prima é o vazio – que o fazendeiro, o assassino, o xerife exprimem à sua maneira.” NELSON HOINEFF, do site “criticos.com”.

“Onde os Fracos não têm Vez é, sem dúvida, um filme sobre o tempo. Esta perspectiva está evidente nos diálogos e no registro da mentalidade regrada dos idosos no interior dos Estados Unidos, mas também na câmera dos Coen, a julgar pelo movimento lento, sutil, que acompanha a evocação de fatos antigos pelo velho Ellis diante de Bell. Se as pontes para o passado foram queimadas e não há como controlar o presente e muito menos o futuro, pode-se, é claro, fazer projeções de acordo com as evidências apresentadas. Nesse sentido, uma fala de Anton Chigurh é bastante sintomática: “você sabe como tudo isso vai acabar, não?”, pergunta a Llewelyn Moss. Os Coen seguem à risca o aviso de Chigurh. Mas o espectador se surpreende até o final da projeção.” DANIEL SCHENKER WAJNBERG, do site “criticos.com”.

“Onde os fracos não tem vez” era o meu favorito entre os que concorriam pelo prêmio de melhor filme no Oscar 2008. É um filme árido e rascante, que nos tira da zona de conforto. A narrativa, a câmera, os diálogos são econômicos, sintéticos…Sequer tem trilha sonora. O espectador está sempre no melhor ângulo e se sente também perseguido pelo psicopata assassino que surpreende a todo instante. E ele não se deixa tocar em momento algum. No máximo permite que a sorte decida e propõe uma aposta tipo “cara ou coroa”.

Se destacam também, especialmente, duas cenas envolvendo dinheiro: a primeira quando o fazendeiro, ferido de morte na fronteira do México, compra a jaqueta de um rapaz e pede também a cerveja dele – que entra na negociação. A segunda foi no final, quando o assassino, também ferido de morte, oferece dinheiro pela camisa de um adolescente que se dispõe a dá-la de graça. E o desejo do assassino é mais do que comprar a camisa: ele também quer comprar o silêncio. Em seguida, o adolescente discute com um colega, que também presenciou a cena, pelo dinheiro, pois o outro, por ter presenciado a cena, se acha também com direito a parte dele. Ou seja, no primeiro momento, as pessoas se surpreendem com a proposta de vender alguma coisa, mas em seguida, se deixam seduzir pela proposta e começam a negociação. Conclusão: tudo se vende, tudo se compra. Impressionante. Daí o lamento final de que os tempos mudaram e, infelizmente, valores se perderam. E a gente termina com a impressão de que o protagonista do filme é o malote de dinheiro.

“Sangue Negro” também é um excelente filme, e também traz uma temática pessimista. A gente sai do cinema pensando na vida daquele homem – tão sem sentido. Pra quê aquilo tudo? A transfiguração do Daniel Day-Lewis é espetacular. Até sua expressão corporal é perfeita. O premio de melhor ator foi merecidíssimo, assim como o de fotografia – belíssima, aproveitando muito das cenas de fogo, e incêndio.

“Desejo e Reparação” é outro ótimo filme, com fotografia lindíssima, roteiro muito bom, atores excelentes – como a Keira Knightley é bonita e charmosa, não?

Enfim, esses três são, na minha opinião, os que merecem mais destaque. No vídeo do José Wilker  linkado aqui, ele menciona sua preferência por “Juno”, que achei bom, mas não o suficiente para ganhar um Oscar. Em todo caso, vale uma olhada (no vídeo) para entender os argumentos dele, sempre válidos.

Queridos, termino por aqui. Para quem se interessar mais, vale conferir a lista completa e os trailers dos vencedores do Oscar 2008 e os blogs que fizeram uma cobertura bem-humorada do Oscar (festa, fofocas, modelitos etc)

Falando em fofocas, li em algum lugar que George Clooney estaria “escondendo a namorada”. Que gente maldosa, né não? Coitada! Ora, ser a namorada dele e não poder contar para ninguém…perde parte da graça. Ninguém merece, não é?
Mas essa foto do post está aqui de prova. Claro que não está mostrando o rosto da sortuda…mas por acaso alguém quer ver? :)

Foto capturada no site ig                                              

O Desafio da Liberdade, por Betty Milan

 (Reprodução de texto publicado na Veja em maio/2009)

 ”O fato é que, sem liberdade subjetiva, a liberdade não existe. O grande engodo da revolução sexual dos anos 60 foi a fantasia de que a liberação sexual era suficiente”

“Além de romancista, a francesa Françoise Sagan era filósofa. Na entrevista que ela me deu, anos atrás, perguntei o que é a liberdade. Sagan respondeu com uma frase de Jean-Paul Sartre, de quem era grande admiradora: “Ser livre é querer o que a gente pode”. De imediato, não entendi.

Recentemente, na coluna semanal que mantenho em Veja.com, respondi a uma leitora cuja história ilustra a frase de Sartre. Apesar de casada, ela não resiste ao ímpeto de seduzir, empenhando-se em conquistar outros homens. Aproxima-se até conseguir. Não faz sexo, só procura despertar o sentimento amoroso. Quer o pretendente aos seus pés.

Como o personagem Don Juan, essa leitora seduz pelo gosto de vencer a resistência e se afirmar. Como ele, não ama ninguém. Amor, só por si mesma. Serve-se dos homens para suscitar a paixão e se sentir vitoriosa. A sua referência é a guerra e o fim que justifica os meios.

Mas ela sofre com o ímpeto a que está sujeita. Sobretudo quando o seduzido se apaixona e quer uma relação que ela não pode sustentar. Conquistar é um imperativo a que obedece cegamente e que não a deixa viver como deseja. Trata-se de um imperativo que a impede de ser livre.

Nos termos de Françoise Sagan, ela não é livre porque quer o que não pode. O austríaco Sigmund Freud, criador da psicanálise, diria que está sujeita a uma compulsão inconsciente, e esta a faz agir como um robô, pois se entrega a uma caçada que não interessa e resulta num contínuo desassossego.

O fato é que, sem liberdade subjetiva, a liberdade não existe. O grande engodo da revolução sexual dos anos 60 foi a fantasia de que a liberação sexual era suficiente. O “não” à repressão foi um grande passo, também dado graças à descoberta da penicilina, que acabou com o medo da sífilis, e à invenção da pílula, que nos livrou do medo da gravidez indesejada. Só que, além do “não” à repressão, é preciso dizer “não” à obrigação e à compulsão. Depois da revolução sexual, para se mostrar liberada, a mulher precisava dizer “sim” a todas as propostas masculinas e o homem precisava ter uma atividade sexual intensa. O sexo tornou-se tirânico: a fim de provar que éramos livres, éramos obrigados a transar. Um segundo “não” deixou de se impor. O “não” à transa obrigatória.

O terceiro “não” que a liberdade exige de nós independe de ação política ou social. Só depende de uma ação subjetiva, que passa pela fala e pela escuta e leva ao conhecimento de si. Implica a rememoração do passado para impedir a repetição no presente, a volta no tempo para reinventar o futuro. Isso requer a escuta de um analista? Não necessariamente. Requer a escuta de uma pessoa que, além de ser sensível à palavra, o seja também à fragilidade alheia e à própria – alguém disposto a ouvir como amigo e que sabe que só ganha perdendo tempo com seu interlocutor. Noutras palavras, alguém que sabe da importância da gratuidade.”

A psicanalista e escritora Betty Milan assina a coluna Consultório Sentimental em Veja.com. Uma vez por mês, ela publicará em VEJA um artigo especialmente escrito para a revista impressa

Acompanhe a coluna de Betty Milan em www.veja.com.br/bettymilan

Bandeira branca amooor! Não posso mais!…

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“Já tirou, querida?” – “Marilyn” me perguntou gentilmente, enquanto, ao fundo, a banda tocava a música-título deste post. Ela posava para mim, mas se apressava – queria cumprimentar uns amigos.

Sair da janela, e descer para ver a banda de perto, foi um parto: fui desaconselhada, ouvi milhões de recomendações quanto a ” pegações”, assaltos, cuidados com a máquina fotográfica – na verdade, meu celular -, mas mesmo assim desci. Pronto. E achei ótimo. O ambiente, que eu vi,  era de brincadeira e confraternização  entre crianças, adultos e idosos… Ninguém me incomodou, pelo contrário: foram gentis e até evitavam passar na minha frente enquanto eu fotografava e filmava.

Há tempos eu não passava o carnaval aqui no Rio. Normalmente viajamos nesse feriadão, mas esse ano, o programa furou e ficamos por aqui mesmo. E adorei. Me parece que o carnaval de rua aumentou, e achei tudo muito organizado e pacífico. Aqui na minha frente passaram várias bandas e teve momentos em que ficou impossível andar pela rua, tal o aglomerado de pessoas. Sair de carro, nem pensar, é claro. Mas não vi nenhuma briga, e nem soube de qualquer assalto ou coisa parecida. A polícia está de parabéns, assim com a Comlurb - como acontece no Sambódromo, a banda vai passando e atrás vai um caminhão de lixo, e vários garis varrendo e limpando a rua. Vi até gari sambando e com “anteninhas” na cabeça, estilizando uma fantasia.

Cá entre nós, só aqui no Rio a gente vê gari carnavalesco, né não? Tem coisa mais carioca? Bom, talvez os nomes dos blocos. E bota irreverência nisso! Minha filha e o namorado, p.ex, foram depois para o ” Vem Ni Mim Que Eu Sou Facinha”. Ela não conseguia dizer esse nome sem rir, ligeiramente encabulada. Afinal, é possível um nome desse? :)

Quanto a Banda de Ipanema, uma das coisas que eu mais gostei foi da pout-pourri de marchinhas antigas, aquelas clássicas que todo mundo sabe cantar. E também do alto astral do pessoal, na sua maioria gay – divertidíssimos. Cada fantasia hilária… quanta criatividade! E quanto prazer e boa vontade em se deixar fotografar. Muito simpático.

Mas agora… fiquei com essas músicas de carnaval na cabeça. Aimeudeus!….. :))

Quanto riso, oh! Quanta alegria!…

Taí!…Eu fiz tudo pra você gostar de mim… Ai meu bem não faz assim comigo não…

Se você fosse sincera.. Ô ô ô ô Aurora!


Vejam mais:

Filminho ”cult” da Banda de Ipanema 2008, por Ana SimplesAssim

Fotos da “Banda de Ipanema” e “Simpatia é quase Amor”, por Ana SimplesAssim

Filme do Rj-TV, via G1, com matéria sobre as bandas de 3a feira, entre elas, a Banda de Ipanema

Blocos e bandas: os nomes dos grupos que agitam a cidade no carnaval, e Relação completa dos nomes dos blocos  Folia de idéias, sensacional texto de Miriam Leitão 

O que se viu e ouviu pela Sapucaí,  só para fofocar um pouquinho… :)

Foto pessoal – “Marilyn” na banda de Ipanema 2008                      

A vida dos outros

Cinema é um dos meus assuntos favoritos, mas os últimos filmes que vi são tão pesadinhos… E como acho que esse ano já começou dificil, e o final de semana - domingo -  pede assuntos mais agradáveis, como terminar este post de maneira positiva, alto astral?Bom, vamos lá!

Outro dia, p.ex, fui assistir ao filme “ O suspeito”, vide trailer rápido aqui. É muito bom, embora pesadíssimo. Mas vale a pena.

Não é o meu estilo favorito de filmes. Prefiro os mais sutis, mais instigantes, menos óbvios. E também os mais poéticos, os bem-humorados, as comédias – até besteirol eu gosto, alguns já sabem, não é? No entanto, eu evito assistir somente a esse tipo de filme, para não me tornar uma alienada, com uma idéia distorcida da realidade. Ao menos, de algumas realidades, ainda que distantes – caso deste filme. É a mesma coisa que jornal: gostando ou não, leio praticamente tudo, menos futebol, que também devia ler, né Cinthya? Ainda que por alto…Vá lá! :)Mas voltando, o tema principal deste filme é a tortura praticada pela CIA a qualquer pessoa suspeita de ser terrorista. Os atores principais são: Reese Witherspoon, Jake Gyllhenhaal, Meryl Streep e Alan Arkin.

Eu nunca me interessei, e não sabia, p,ex, que o homem bomba costuma chegar ao local do atentado já preparado e com um detonador fechado na mão – e que é acompanhado de longe por um atirador. Se ele mudar de idéia, demorar muito ou fugir – vá que duvide das tais mil virgens que estariam esperando por ele no céu -, recebe um tiro na cabeça! E ao morrer, abre a mão, solta o detonador e se explode. Não tem escolha… Uma coisa horrível! E sem falar nas cenas de tortura… Prazer zero em assistir a um filme deste, mas fazer o quê? A gente tem que saber dessas coisas, né? È o mesmo caso dos filmes ”Cidade de Deus”, e “Tropa de Elite”, por exemplo.

Outro bom filme que assisti, ontem, foi “O Gangster” com Denzel Washington e Russel Crowe.Trata-se da história de Frank Lucas, traficante dos anos 70, que escondia drogas em caixões. Vide trailer aqui.
E haja policia, corrupção e todo tipo de violência, tiroteios, morte etc – gênero máfia. Também não é o meu estilo favorito, mas o filme é ótimo. Alias, o protagonista, em uma determinada cena onde critica o visual extravagante do irmão, diz uma frase que, para mim, faz bastante sentido, sempre: “ Nunca se esqueça: aquele que mais aparece é o mais fraco” . 

E, tentando fechar esse post em alto astral, como prefiro, finalmente achei o filme ideal: “A vida dos outros”. Impossível não lembrar deste que é considerado por muitos críticos, como o melhor filme de 2007. Já está em cartaz há algum tempo e até falei dele en passent no inicio do ano. É simplesmente maravilhoso, imperdível.

Trata-se de uma história passada durante a guerra fria na Alemanha Oriental: um escritor e sua mulher, famosa atriz (um casal lindo), são espionados atentamente por um oficial do serviço secreto, provocando neste uma “conversão” e transformação muito positiva. Segundo a critica de Luiz Fernando Gallego, com o título “O OBSCENO E A REENGENHARIA DE ALMAS”  “…Não se pode louvar o filme sem considerar a colaboração inestimável do desempenho magistral de Ulrich Muehe (falecido em julho de 2007) no papel do espião que violenta a intimidade alheia e que vai cair na armadilha de ficar fascinado com “a vida dos outros” – já que sua própria vida se resume em comida fria regada a molho industrializado… e de sexo com prostitutas disponíveis em horários marcados (e respeitados) de forma rígida e burocrática. Como será se defrontar com o amor transbordante entre duas outras pessoas, escutando a música que eles escutam, lendo os livros (poesias de Brecht) que eles lêem – e ouvir os gemidos de prazer sexual de um casal que se ama? …”

Nesses tempos atuais, em que depois de ler o jornal, a gente fica com a impressão de que todo mundo apodrece e se corrompe – até ex-idealistas -, essa história trata justamente do inverso. Muito bom. E não é a toa que o filme ganhou o Oscar em 2007 de melhor filme estrangeiro, entre outros prêmios.

Bjs e bom domingo! Divirtam-se! :)

Vejam mais:

A critica em vídeo  de Isabela Boscov, da Veja 

O trailer em português, aqui Resumo do filme, com a música ” El tango de Roxane” do filme Moulin Rouge, muito bonito. É spoiler, só para quem já viu o filme e quer recordar.  Nota: Reparei que, posts atrás, eu já tinha mencionado, ainda que indiretamente, Bertold Bretch. A primeira vez foi quando escrevi que a “Opera do Malandro” de Chico Buarque tinha sido inspirada pela “Opera de Três Vinténs” de Bretch e, agora, menciono novamente, através da critica do Gallego, linkada acima. Interessante. Adoro – o engajado e critico – Bretch.

Não sei se já comentei que estudei teatro, com a Maria Clara e Bernardo Jablonski no Tablado, dos 15 aos 18 anos. Nesta época, interessadíssima, li bastante sobre teatro. Coincidentemente, há uns dois anos, li novamente sobre as teorias teatrais: Bretch, inspirado na arte dramática chinesa, defende o “efeito do distanciamento”, onde, p.ex, – o ator manifesta saber que estão assistindo ao que faz; – que interpreta um personagem, mas não o vive (tudo que se passa no palco é uma mentirinha propositada); – e que é um espectador de si próprio, entre outras características. Estilo, extremamente crítico, é muito usado em comédia – que é critica por excelência, não é? De certa forma, pode ser “reconhecido” até no “Casseta & Planeta”, afinal, o que são aquelas atuações e caracterizações propositalmente toscas? Lembram do Bussunda caracterizado de Ronaldo, fenômeno? Pensem bem :)

Conforme for, em outra ocasião, faço um post sobre isso.  Muito interessante

Fashion Rio – Eu e meu “Galliano”, bem na foto :)

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- Aonde você comprou esse vestido? Adorei! Parece um Galliano! – me perguntaram em algum “lounge” no Fashion Rio. Era a terceira vez que eu usava esse vestido da foto. Usei em dezembro, no almoço de final de ano com umas amigas no Gula-Gula; usei na noite de Natal e usei no dia do Fashion Rio. Sempre me elogiam e pedem o endereço da loja…Nem sei porque ele agrada tanto, ou melhor, agora sei: Será que ele parece mesmo um Galliano? Minha filha precisa saber disso – pensei rindo :)

Ah!, mas a moda! E o que é afinal?É a maneira que o ser humano encontra de manifestar, por meio das roupas e acessórios, que pertence a uma classe social que o diferencia e individualiza”, afirma a historiadora Kathia Castilho, professora de Semiótica da Moda da Universidade Anhembi Morumbi. Já o historiador britânico James Laver, autor de A Concise History of Costume (”Uma história concisa da moda”, sem edição no Brasil), costuma dizer que “moda significa muito mais do que a roupa em si. Funciona como o espelho das mudanças sociais e culturais vividas pela civilização. Acompanha, simboliza e retrata as transformações vividas pelo homem e pela sociedade ao longo dos séculos. Na verdade, mais do que um desfile de tendências, revela uma linguagem não-verbal. Não é assunto exclusivo das elites, pelo contrário. Está muito mais próxima do que se imagina da vida real. No dia-a-dia das ruas, as pessoas identificam-se pela roupa. Conseguem expressar idade, sexo, personalidade, classe social, gostos e até mesmo estado de humor graças à aparência.”

A moda no Brasil hoje é uma atividade cada vez mais lucrativa e profissional. Entre 1996 e 2001, sete bilhões de dólares foram investidos na modernização do parque industrial. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) compreende 30 mil empresas que geram mais de 1,5 milhão de empregos diretos e indiretos. O mercado global da moda gira cerca de 360 bilhões de dólares por ano e a ABIT tinha por meta exportar 4 bilhões de dólares até 2007.

Tenho uma amiga em São Paulo que tem dias filhas: a caçula estuda na FAAP e a mais velha estuda moda, na Faculdade Santa Marcelina. Outro dia ela me contava que, surpreendentemente, a que dava mais importância a marcas em geral é a caçula, que estuda na FAAP – faculdade freqüentada por uma elite de São Paulo, principalmente por garotas que classificamos como “Patricinhas”. Já a outra, que estuda moda, não liga para marcas: é super criativa nas produções e costuma comprar as roupas no bairro chamado Bom Retiro. “Antes de lançar uma coleção, faço pesquisas na internet e vou para os Estados Unidos, de onde trago muitas roupas para serem fotografadas quando volto. A partir disso, adapto tudo para a mulher brasileira, afinal, o que faz sucesso lá nem sempre agrada aqui, como cós alto”, revela Fabio Shoel, dono da marca Guelt”, localizada no bairro.

Enquanto isso, a outra da FAAP, só quer jeans da Diesel! Afinal, marca faz diferença entre as suas amigas.

“Vivemos obcecados por marcas porque, mais do que o produto em si, o que elas oferecem é estilo de vida” é o que diz a psicóloga e pesquisadora de moda Cristiane Mesquita. “Hoje em dia, as pessoas cultuam uma grife como se fosse uma crença …”

A relação entre moda, marcas e luxo é inevitável. Gilles Lipovetsky , 63, é um dos mais conhecidos pensadores atuais. Professor da Universidade de Grenoble, seu pensamento tem tido certa fecundidade não apenas no mundo acadêmico ou nos círculos filosóficos, mas também em outros universos, como o das artes, da educação, da psicologia, da política.e…do luxo.

Em entrevista a Revista Cult, sobre o seu interesse pelo universo do luxo, do ponto de vista filosófico, ele contou que “ Tenho uma formação de filósofo; estudei filosofia na Sorbonne e depois ensinei muitos anos a filosofia mais tradicional, quer dizer, a história da filosofia. Autores como Platão, Kant, Hegel etc. Meus interesses voltavam-se, sobretudo, para a compreensão da história e da vida social, ligados, provavelmente, à minha formação marxista. Meus interesses se fixavam na observação do mundo e suas transformações. Distanciei-me, porém, do marxismo, sobretudo no que dizia respeito à noção de alienação, pois toda cultura de massas era vista como algo alienado. Interessei-me, então, pelas questões que geralmente são desprezadas pelos filósofos. Platão, por exemplo, não gosta da caverna. Para ele, é necessário sair para contemplar a beleza das idéias eternas, inteligíveis. Ao contrário, eu me interesso mais pela caverna; pretendo iluminá-la, sem precisar sair dela. Foi assim que me interessei pelos objetos mais desprezíveis para a maioria dos filósofos, como a publicidade, o lazer, o consumo, a moda, a maquiagem. O luxo, então, foi uma continuidade de tudo isso. Mas não falo apenas segundo um interesse pessoal, porque a moda ou o luxo não me interessam senão ao espírito; parece-me que tudo isso exprime muitas coisas de nossa época, da cultura, da psicologia e da natureza de nossa sociedade.”
Ele acredita que a necessidade de “luxo” é algo intrínseco ao ser humano e que, portanto, sempre existiu, independentemente da riqueza material”…”A relação dos consumidores é cada vez mais uma relação emocional com as marcas que os fazem sonhar, e isso dá origem a um prazer muitas vezes tão intenso que parece durar para sempre”, afirma o filósofo em seu livro “ O Luxo Eterno – Da Idade do Sagrado ao Tempo das Marcas”  . E conclui que o “Ícone máximo do luxo é comprar emoções, não produtos”.

Indagado, em excelente entrevista, quando visitou a Daslu no Brasil – não deixem de ler! – , se o luxo não seria supérfluo, ele respondeu: “O luxo não era supérfluo na escala da história. Em sociedades de outros tempos era uma questão de estrutura. O que acontece hoje é que não temos mais muitos sonhos. Por isso, o consumo para muitas pessoas funciona como um sonho, de beleza, de coisas de qualidade, de estética, de felicidade, de distanciamento. O homem é um consumidor, mas não é só isso. O homem não foi feito só para consumir, ele também foi feito para criar, para progredir, para melhorar. O consumo é muito bom, mas não pode preencher a vida. Se não há outro valor além do consumo, é muito triste. Não é supérfluo, é triste.”

Explicando ainda na entrevista para a Revista Cult, sobre a relação entre luxo e beleza, ela disse que ” Em algumas sociedades, alguns animais tinham valor especial, como os cães para os esquimós. …hoje ainda há produtos de luxo que não são necessariamente belos. Por exemplo, quando viajamos em primeira classe de avião: a decoração é a mesma que a da segunda classe ou da classe econômica. O que faz, então, o produto de luxo não é necessariamente a beleza, mas o bem-estar.”

Elyette Roux, co-autora do livro O Luxo Eterno, diz que “a clientela dos anos 1980 consumia marcas de luxo ‘custe o que custar’; a dos anos 1990 já não queria comprá-las ‘a qualquer preço’, mas a dos anos 2000 exigia que os produtos tivessem qualidade e preço acessível. Roux é professora do Instituto de Administração de Empresas de Aix-En-Provence, na França, e especialista em marketing e gestão de marcas de luxo. Ela confirma em seu livro as pesquisas que mostram um consumidor atual preocupado com o value for money, o famoso “valor agregado”, simbólico, afetivo e emocional. As pessoas gostam de identificar seus valores e aspirações nos produtos que compram – e não só: os querem acessíveis.”

“Tornar o inacessível acessível é um dos desafios que o mercado do luxo enfrenta. Sem deixar de lado, é claro, o prestígio e a magia do produto. “Em nossos dias, o setor constrói-se sistematicamente como um mercado hierarquizado, diferenciado, diversificado… daí, o luxo ‘estilhaçou-se’, não há mais um luxo, mas luxos, em vários graus, para públicos diversos. Por isso, ao menos ocasionalmente, o luxo aparece como um bem ao alcance de quase todos os bolsos”, afirma Lipovetsky.

Para ele, a roupa perderá, com o passar do tempo, sua herança adquirida na Idade Média, de transmitir visualmente a posição social do indivíduo para se tornar algo essencialmente prático. E acredita na presença dos tecidos inteligentes – esses que lidam com troca de calor, mantendo o corpo quente no frio e vice-versa, ou evitam a criação de bactérias – no futuro do sistema. Mas faz algumas ressalvas. “A reflexão fará a diferença em um mundo onde a tecnologia imperará em todos os âmbitos da sociedade.”

Finalmente, ele acredita que a criatividade, as idéias e o saber serão “artigos de luxo”(*). Este, aliás, um dos jargões preferidos do mundo fashion.

Luxo democrático, não? Afinal, criatividade, idéias e até o saber são acessíveis a todos. E não faltam ao brasileiro, principalmente criatividade e idéias.

E luxo democrático, leva à moda democrática! E não é o que estamos vendo, p.ex, nas lojas Renner, Mariza, C&A e até na Zara? 

                                                                                           ***

Mais tarde, em casa, assim que encontrei minha filha (21 anos) contei rindo pra ela: – Sabe aquele “deslumbrante tomara que caia”, estampado  e com babado na barra, que eu comprei por R$ 70,00 naquela loja que você descobriu na Visconde de Pirajá? Pois é, acharam que podia ser um Galliano. Acredita nisso? :)).

                                                                                                      ***

(*) Na minha opinião, hoje, além de criatividade, idéias e o saber, o tempo é o luxo dos luxos, né não?

Leia mais:

Vox populi, vox Dei: a voz da moda (democrática), por Lula Rodrigues

Visto, logo existo

Ícone máximo do luxo é comprar emoções, não produtos.

MODA & GLOBALIZAÇÃO – O luxo morreu!

A nova democracia da moda

A alma encantadora das ruas

Os Adolescentes do século XXI – Emos, screamos, super super, new ravers, punk dandies são só alguns dos rótulos dados aos grupos de adolescentes surgidos no século XXI. O fato dos adolescentes se unirem em grupos e ganharem diferentes rótulos não é nenhuma novidade. 

O Consumo Surrealista  

Conglomerados de moda: I’M compra Herchcovitch

Post anterior: Boca fala, boca paga…Fashion Rio

Foto pessoal: Eu e meu “Galliano”, no espelho - jan2008    

Multiculturalismo, eu e as muçulmanas

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Não sei se elas se chamam Yasmin, Naila, Samira ou, quem sabe, Sherazade. Na verdade, nem sei se ainda usam esses nomes e, embora pelo tipo físico eu pudesse dizer a grosso modo que são árabes, eu sequer sei o país de procedência delas. Mas uma coisa eu sei: elas são muçulmanas. Disso ninguém tem dúvida – aliás, elas fazem questão de deixar bem claro, não é? Estávamos na Harrods, ainda em Londres. Assim que eu as vi, tão bonitas e sofisticadas, fiquei tentada a tirar uma foto. E para não magoa-las, tratando-as como “ET’s”, discretamente as fotografei, como se estivesse fotografando a sala de chás da loja. Mas eu queria mais, e apesar do distanciamento que elas impunham, seja pelo vestuário, seja pela postura fechada, arrisquei, me aproximei e, elogiando – sinceramente – a beleza delas, pedi para tirar uma foto comigo, o que seria de um contraste espetacular, afinal, tenho um tipo caucasiano – loura e de pele clara – e uso trajes ocidentais. Elas se surpreenderam com a minha aproximação, deram um sorriso, mas negaram a foto, educadamente.

O multiculturalismo na Grã Bretanha é considerado bem sucedido: só em Londres, existem 42 comunidades étnicas com mais de 10 mil pessoas e costuma-se dizer que são faladas 300 línguas. No entanto, existem controvérsias: “Celebrar a diversidade” se tornou uma desculpa para a criação de guetos étnicos e religiosos”, diz Trevor Phillips, ex-presidente da Comissão para Igualdade Racial. Segundo pesquisas, apesar do grande número de minorias no Reino Unido, poucos se misturam. “Não há mistura, não há troca” e, apesar do discurso em contrário, mais e mais a classe média branca se afasta das áreas com concentração de imigrantes e negros, tornando-as ainda mais concentradas. “É o racismo travestido de excessivo respeito às diferenças, é o multiculturalismo levando à “guetização”. Segundo Timothy Garton Ash, professor de Estudos Europeus em Oxford, “se o multiculturalismo significa a crença num mundo em que, como em Londres, pessoas das mais diversas culturas têm de viver juntas sem ter de se matar, pode ser uma boa definição. Se significa que a sua identidade é primordialmente definida pela sua religião ou pelo lugar em que nasceu e se isso implica em ter de aceitar coisas como mutilação genital e casamentos forçados, então sou frontalmente contra isso”.

Enfim, qualquer questão que envolva identidade é complexa e, de certa forma, remete aos “Direitos Humanos”. Até aonde respeitar essa diferença/identidade ao invés de tentar integrá-la? Até onde integrá-la, sem desrespeitar a identidade/diferença? O discussão sobre o uso dos veús nas escolas, entre outros, é emblemático. E outros diversos problemas ainda não estão bem resolvidos na Europa, notoriamente na França, vide episódio acontecido no ano passado. E mesmo nos EUA, onde o multiculturalismo é considerado melhor bem resolvido – afinal, a população imigrante costuma se integrar ao pais -, existem muitas tensões raciais, como pode-se ver, p.ex, no filme “Crash-no Limite”, que ganhou o Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Roteiro Original e Melhor Edição, em 2006.  

Concluindo, e voltando a Harrods, aconteceu um fato engraçado na minha saída da loja, pela perfumaria, no térreo. Ao descer da escada rolante, dei de cara com um sheik a caráter! Com barba branca, aquela túnica branca, aquele manto branco na cabeça – igualzinho a gente vê por aqui em bailes de carnaval! E estava acompanhado por mais duas mulheres de negro. Eu morri de vontade de tirar uma foto, mas confesso que fiquei com medo dele não gostar, ainda que estivesse em local público e que a loja não faça objeções – eu perguntei. Mas acabei me arrependendo, afinal, ele sabe que chama a atenção naquele ambiente vestido daquela maneira tão exótica. Ainda que, no caso dele, acredito que seja para afirmar identidade e crença, convenhamos que eu também chamaria a atenção se fosse fazer compras na Harrods vestida com o nosso típico traje de baiana, né não? Já imaginaram?  

Leia também: Os táxis londrinos já forma mais sisudos…

Os taxis londrinos já foram mais sisudos…

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Embora a grande maioria deles ainda seja na cor negra, hoje, muitos estão super coloridos, modernos e cheios de novas funcionalidades. Por outro lado, são os mais caros do mundo, como quase tudo em Londres. Uma corrida do aeroporto Heathrow ao centro (a Mayfair, p.ex.) custa a “bagatela” de £54 (cerca de R$ 200,00).

É inevitável não se impressionar, na chegada a Londres, pela imensa massa humana que desembarca no aeroporto de Heathrow, ao mesmo tempo. São inúmeros vôos e vários passageiros que vão se afunilando em filas até passarmos pela policia e termos nosso passaporte carimbado. Por sorte, a estrutura do aeroporto é eficiente, a fila anda, anda e anda, e em pouco mais de 15 minutos eu já estava entrando no táxi que nos levou ao hotel. Liguei meu celular e, segundos depois, recebei a mensagem da operadora: “Bem vinda ao Reino Unido”.

Há três anos eu não ia a Londres. De mais marcante, aos meus olhos de turista, é impossível não mencionar a opulência de sempre: carros, lojas, bancos, restaurantes, ruas e pessoas… tudo é ou parece mais luxuoso. Vale ressaltar que há algum tempo, a cidade é considerada um paraíso para bilionários ou multimilionários – mais ricos que os “comuns” milionários. Segundo a revista Forbes, Londres é a quarta cidade no mundo em número de bilionários, com a particularidade de que quase metade deles são estrangeiros, ou seja, a cidade está se tornando um refúgio para as grandes fortunas. A capital britânica é um dos principais centros financeiros do mundo, sendo o principal da Europa, e onde se localiza a Bolsa Internacional de Petróleo. Muitos dos grandes negócios europeus passam pelos mercados londrinos, onde diariamente se negociam fortunas, e muitas multinacionais optam por fixar na cidade a sua sede europeia. Alguns especialistas acreditam mesmo que Londres está prestes a ultrapassar, ou pode até ter ultrapassado, Nova Iorque como principal praça financeira mundial. A conferir.

Na corona desse luxo, embora a cozinha inglesa não seja bem conceituada, hoje a cidade abriga cozinhas de vários países do mundo e come-se muito bem. E caro! O que provei de mais barato deve ter sido o muffin do Pret-a-manger que foi eleito, ano passado, o melhor de Londres. De resto, melhor não fazer conta sob pena de sofrer uma indigestão :)

De modo geral, Londres sempre me pareceu divertida, entre outras coisas, por conciliar muito bem a tradição e a irreverência. Vide p.ex, outra – engraçadísssima! – foto dos taxis que mencionei acima. Em contrapartida, nada melhor do que lembrar o Buckingham Palace, onde eu não ia há uns dez anos e desta vez fui para ver uma imponente exposição pelos 60 anos do casamento da Rainha Elizabeth. O palacio me lembrou a Disney em termos de organização e staff de atendimento ao turista, sem falar na lojinha tipica dos parques de entretenimento. Me chamou atenção também o guarda negro (do palacio) – eu nunca tinha visto – vide foto.

Agora, confesso que o que mais me impressionou nesta estadia, foram o número de muçulmanas – vestidas a caráter – e o multiculturalismo que, para mim, “enquanto-turista-a-nivel-de-alienada” (como costuma brincar uma amiga, variando as palavras), é divertidíssimo – embora a gente saiba que não é bem assim. No hotel mesmo, a recepcionista é portuguesa, o carregador de malas é indiano, o concierge é chinês, a arrumadeira do quarto é de origem africana e assim vai, num revezamento sem fim. Até em Paris que é uma cidade super misturada essa característica não é tão evidente, como vamos ver no próximo post sobre multiculturalismo, eu e as muçulmanas européias; e finalmente, Paris.

Concluindo, brasileiros em Londres são mais raros, embora, coincidentemente, eu tenha encontrado dois casais amigos, ao virar uma esquina na Knightsbridge. Foi uma feliz surpresa! Afinal, é curioso reencontrar dessa forma uma amiga que eu não via há meses, embora more a dois quarteirões de distancia, e justamente no dia do meu aniversário (um dia já tão cheio). A vida é imprevisível, não? :)

Passarinhando…com Mario Quintana :)

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“Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!”
(Mario Quintana)

Tem dias que só lembrando mesmo de Mário Quintana. A.d.o.r.o! :)

Como diria a Denise S., ele é um “refrigério” :)

Vejam só a sua própria definição: ” Quintana por ele mesmo”:

Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1 grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro – o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu…

Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! Sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?

Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo – que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras”.

Sensacional, não? Agora, leiam algumas poesias dele aqui e contem pra gente:

Qual a poesia ou frase dele que você mais gosta?

E terminando,   

“Mas se a vida é tão curta como dizes porque que é que me estás lendo até agora?” (Mario Quintana)

Bjs!! :)

Paris Hilton – quem entende essa moça?

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“ A celebridade é um espécime típico do século XX que, nos últimos tempos, vem se reproduzindo com espantosa velocidade nos quatro cantos do planeta. O que a caracteriza é que ela não depende de algum mérito tradicional para ter alcançado fama e fortuna. Não precisa exibir no currículo realizações extraordinárias, como o físico Albert Einstein, que criou a teoria da relatividade, ou Pelé, o maior atleta do século. A celebridade pode ter eventualmente realizações que deixam rastro, mas não precisa necessariamente delas para se afirmar. Como define o historiador americano Daniel Boorstin, a celebridade é famosa por ser famosa, e ponto final. Quem turbina a indústria das celebridades são os meios de comunicação e entretenimento.” (Isabela Boscov em A Indústria da Fama, na revista Veja/2000). 

Segundo a wikipedia, “Paris foi também muito amiga de Britney Spears, ambas já foram apanhadas sem roupa interior freqüentando diversas casas noturnas de Los Angeles e Nevada. As celebridades detém semelhanças no ranking de mais visitadas em sites de busca. Enquanto Britney registrou o maior número de ocorrência em buscas no Yahoo, Paris foi a mais procurada no Google News.” 

E recentemente, deu no G1: “Paris Hilton: ‘Deus me libertou’”

“Hilton convocou a jornalista Barbara Walters no domingo (10) para uma conversa na ala médica de uma cadeia de Los Angeles, onde está encarcerada, cumprindo pena por violar sua condicional. Walters relatou a conversa que teve com Hilton em seu programa de TV, nesta segunda-feira (11). “Não sou a mesma pessoa que era”, disse Paris Hilton a Walters. “Costumava agir como boba. Era uma representação. Tenho 26 anos de idade, e esse papel já deixou de ser bacana. Não é quem eu sou, e não quero ser essa pessoa diante das garotas que me viam como exemplo.”“Andei pensando que, quando eu sair daqui, quero fazer coisas diferentes. Eu fiquei muito mais espiritual. Deus me deu essa nova chance”, observou.”

Agora eu pergunto: Paris Hilton é “turbinada” pela mídia ou ela é notícia porque o público quer? Ela é espontânea ou uma personagem? E o que essa moça quer, afinal?

Veja mais:

Outros comentários desse post, aqui.

Um resumo do livro marketing de Alta Visibilidade de Philip Kotler, aqui.

Um hilário video paródia da Paris Hilton, aqui. 

Foto divulgação

Minha mãe sabe tudo :)

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Amigos, ontem, dando uma lida no assunto “comunidades”, achei no blog do Tiago Dória, linkado abaixo, o link de um blog de fotografias jornalísticas – o “Fotosalada” – cheio de fotos inadequadas e, por isso, hilárias. Para quem gosta de bastidores da mídia, é um prato cheio e divertidíssimo. Não deixem de dar uma olhada :)

Pois é, mas falando em bastidores da mídia, lembrei da minha mãe. Ela, como o carioca em geral, sempre foi  - e é – uma “heavy” leitora de jornais. Até hoje lê três, diariamente. Sempre foi fã do Hélio Fernandes – adorava a língua ferina dele, segundo ela. Quando eu  disse quem era o editor-chefe do O Globo, ela quase caiu para trás. E outro dia, rindo, veio me contar o que o porteiro do prédio tinha lhe pedido: “Minha filha está fazendo umas pesquisas para o colégio, e como a senhora é a única aqui no prédio que lê essa “jornalada” toda, será que podia me dar o jornal velho?”

Ela sempre conta que queria ser jornalista, mas o meu avô não deixou – dizia que filha dele não trabalhava. E de fato, ela completou o “clássico”, se casou aos 21 e foi mãe aos 22 anos. Nunca trabalhou. Mas sempre foi informadíssima e sabida que só ela. Até hoje quando quero saber quem é quem, é só perguntar que, invariavelmente, ela responde: é filha de fulana, foi casada com sicrano que ganhou um dinheirão não sei no quê, e perdeu tudo não sei no quê lá, depois casou com beltrano, é mãe de cacilda” por aí vai – dá a ficha completa da pessoa. E quando não sabe, é questão de minutos: liga para minhas tias, que como ela, sabem tudo.

Enfim, elas são enciclopédias ambulantes. É uma pena que ainda não se tenham se jogado na web – e não foi por falta de insistência minha… :)

Mas lembrei dela por que quando meu marido trabalhava em jornal, sempre que eles se encontravam, ela pedia: “conta aí uma fofoca daquelas cabeludas que o jornal todo sabe, mas não pode publicar!” Obviamente que essa noticia tinha mais graça do que qualquer outra, afinal, seria impublicável. E ele sempre respondia rindo que não lembrava, nem sequer trabalhava na redação! No que ela não acreditava, obvio: ” Ele é que não queria contar…”

Enfim, por isso lembrei dela – que adora saber das histórias dos bastidores. Todo mundo gosta, não? J

Veja :

Outros comentários desse post, no meu outro blog do Globoonliners, aqui.

Blog “Fotosalada’ – fotos jornalísticas não publicáveis – muito engraçado.

Ah, e quem se interessa por jornalismo online, não deixe de ler o blog da Raq, no Globoonliners. É ótimo e atualizado com freqüência.

Foto – imagem via flickr de c-monster 

Segunda Blogada – entrevista Flickr :)

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Seis perguntas para o Flickr, respondidas, via e-mail, por Fabio Boucinhas – Gerente de Produtos de Busca, Comunidades e Comunicações do Yahoo! Brasil 

Fabio, o Flickr é um dos maiores sucesso da internet, especialmente em termos de comunidade e interatividade, e é considerado um dos melhores exemplos da web 2.0.  

1) Como foi o seu inicio e a que você atribui esse sucesso?

O Flickr foi desenvolvido em 2004 e adquirido pelo Yahoo! em março de 2005. Suas funcionalidades de compartilhamento e comunidades onde as pessoas podem usar tags, explorar, compartilhar, encontrar e gerenciar fotos caíram no gosto dos internautas, que o tornaram um dos líderes de compartilhamento de fotos na internet mundial. Hoje o Flickr é utilizado por mais de 24 milhões de pessoas ao redor do mundo. Boa parte do sucesso deve-se à facilidade de uso das ferramentas e à qualidade das fotos adicionadas ao site. 

2) As fotos postadas são de altíssima qualidade. Como a comunidade é estimulada e valorizada?

A preocupação do Flickr com sua comunidade é bastante grande, temos um grupo de pessoas que trabalha para fomentar este sentimento entre os usuários, eles são os representantes do Flickr dentro da comunidade. Eles atuam respondendo às questões que estão em discussão na comunidade e até mesmo adaptando o site de acordo com os feedbacks dos usuários, eles podem inclusive chegar a organizar eventos on-line e offline.

Além disso, temos uma ferramenta que mostra as fotos mais interessantes da comunidade, baseando-se em quão populares elas são (levando em conta, cliques, comentários recebidos, tags, etc.), este algoritmo tem o nome de interestingness (http://flickr.com/explore/interesting/). Basicamente funciona assim: quem participa ativamente da comunidade, é louco para ter suas fotos selecionadas! Este é um sinal de status, que inclusive alguns usuários ostentam em suas páginas o número de fotos selecionadas até hoje. 

3) E o monitoramento do arquivo postado, como é feito?

Nós oferecemos ferramentas para que a própria comunidade faça a moderação, temos um conjunto de regras da comunidade (http://flickr.com/guidelines.gne), que estabelece as fronteiras de uso do site, basicamente são regras de convívio online que falam sobre direitos autorais, utilização apropriada do conteúdo das fotos e uso comercial do site. Além das regras de comunidade, o usuário tem a possibilidade de filtrar suas fotos, para que não sejam mostradas para quem não deve ver :). Se os usuários identificarem conteúdos que estão em desacordo com as Regras da Comunidade, eles mesmos podem relatar para que a equipe do Flickr analise e tome as providências necessárias.

4) Que tipo de filtros vocês usam e quais são os critérios usados nas filtragens?

O Flickr oferece diferentes filtros, que o usuário pode escolher por adotar: por tipo de conteúdo e nível de segurança. Veja aqui a descrição detalhada deles: http://flickr.com/help/filters/

5) E o retorno do investimento? Não vejo publicidade nas páginas.

Certamente a monetização é um fator importante para o produto, atualmente já temos links patrocinados na busca. A comunidade continua uma prioridade, por isso ainda estamos estudando quais as melhores soluções de publicidade que podemos adotar, queremos ter certeza de que tanto os anunciantes quanto a comunidade fiquem felizes!

6) Que conselhos voce daria para uma empresa que pretende montar uma comunidade online?

Para ter sucesso em uma comunidade, é necessário ter foco e diferencial. É extremamente importante saber quem você quer navegando em sua comunidade e porquê eles estarão em seu site, por isso as ferramentas oferecidas para aquele público têm de ser ao mesmo tempo úteis e diferentes do que já está disponível, fora isso é necessário saber como atingir e se comunicar com este público.

Muito obrigada, Fabio. Sua entrevista foi uma aula! Eu que já adorava o Flickr, agora gosto mais ainda. Ótimo :))

Não deixem de ver os links apontados pelo Fábio – são bastantes esclarecedores. Vejam também o mesmo post (e comentários) publicado no Globoonliners, aqui. E se deleitem  com as fotos-tributo ao Flickr, da comunidade – sensacionais! :) 

light painting , Happy Birthday Flickr!!! , flickr in light , Mind BogglingFriday Night Tribute to Flickr!   

Próxima entrevista: Bate-papo com Denise Sollami. Tricotando na blogosfera. Não percam ;))

Foto do post: Six words he never saw coming… de darkmetter, via flickr 

Segunda Blogada – Comunidades virtuais

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” É sempre bom frisar que o grande diferencial da Internet não é o conteúdo abundante e disponível, mas sim a quantidade de pessoas conectadas. Somos biologicamente programados para acharmos o ser humano a coisa mais interessante do mundo. Daí o sucesso de tudo que envolve interatividade entre gente”. Felipe Memória, autor do livro “Design para Internet – projetando a experiência perfeita”.
 
De fato, como já comentamos,  a interatividade, por diversos motivos, é um caminho sem volta – assim como as comunidades virtuais. 
 
“Para que exista uma comunidade virtual, ou não, é importante pensar-se sempre no que as pessoas estão fazendo ali. Pessoas só se juntam em comunidades por interesse, prazer ou obrigação. (…) Como numa comunidade real, criar e manter uma comunidade virtual dá muito trabalho, de construção, de manutenção, de administração. No inicio é até mais difícil, pois se trata de um novo paradigma, é necessário levar as pessoas pela mão, explicar o que é cada ambiente, como funciona esta ferramenta. (…) Tudo isso exige lei e ordem, regras claras de comportamento, bem como um mínimo de democracia para que o autoritarismo não mate os saborosos frutos que só a liberdade produz” ( texto de autor desconhecido).
 
Amigos, o Globoonliners se propõe a ser um espaço de interatividade entre os internautas do Globo Online. Dois meses após o lançamento – e com perfil registrado desde 24 de abril, também há dois meses – já percebo nitidamente algumas melhorias. Sem falar, é claro, no número de usuários – maior patrimônio de qualquer comunidade -, que tem crescido num ótimo ritmo. Naturalmente, divulgação não é problema.
 
Por trás do Globoonliners está o ICOX – ferramenta livre brasileira para construir comunidades em todo o país. Contrariamente ao orkut que é centralizado, o ICOX permite a criação de uma rede entre vários ICOXs instalados em servidores diferentes, que podem “conversar”, sem a  necessidade de um portal central. Segundo minhas leituras/pesquisas na Internet, faz parte ainda do projeto a integração dos cadastros – Globoonliners e Globo online -, o que é obvio e mais do que desejável, e até o final do ano estarão “rodando redondo”, inclusive blogs e comunidades que poderão se relacionar com as notícias. É bom destacar também que todas as melhorias feitas no site, no software, irão para todos os usuários que estão baixando – quase 1300 instituições brasileiras. Mais informações,
aqui.

Posto isso, e complementando um texto anterior onde eu apontava algumas dificuldades no Globoonliners, gostaria de colocar as seguintes observações:

1) As ferramentas melhoraram, mas ainda estão fracas. Número de visitas ao blog e aviso via e-mail das movimentações – recados, mensagens, comentários, contatos – no post/blog são essenciais. Até o orkut, que é considerado fraco, tem. Só a  partir dessas ferramentas básicas e preliminares, considero que o site está em Beta, ou “work in progress”.

2) Sinto falta de um “animador ativo” que estimule o usuário e integre a comunidade propondo concursos, festivais, post do dia, post da semana, blog da semana, blogs indicados (critérios transparentes) etc. Vide a comunidade de fotografia FLICKR , que é uma das melhores neste sentido – interatividade com os usuários, inclusive na moderação do conteúdo postado – além de possuir ótimas ferramentas.

3) Qto às demais considerações relativas a ferramentas mais sofisticadas – não tão urgentes -, prefiro linkar os melhores textos – super úteis e didáticos – que encontrei recentemente na web, no final.

E, finalmente, não posso deixar de parabenizar aqui a Cynthia Ruys, o Fábio Mahfoud Cerdeira e, principalmente, o Nelson Miler. Do pessoal da equipe de tecnologia que eu “reconheço”  -  que, com esse lançamento simultâneo do Globoonliners, do Meu Globo Online, do Extra Online e ainda pelos ajustes no Globo Online,  estão me parecendo mais uma equipe circense de equilibristas de pratos nas varetas, e bem sucedida –, eles são os mais ativos e interativos por aqui. Muito bom.

E como o assunto hoje foi interatividade/comunidade, vou deixar aqui um vídeo engraçadíssimo e, definitivamente, não interativo:) Não deixem de ver, é rapidinho e ótimo :)  “confessionário hi-tech”.

E aguardem a segunda parte, com uma entrevista exclusiva do Flickr, ok? :)

Bjs:)

Texto sobre comunidades:

- O segredo do sucesso do Facebook

- Qual será o futuro das plataformas sociais on-line?

- Are you Facebooking? (em portugues)

- Porque eu desisti do Orkut e escolhi o Facebook

- O New York Times é um exemplo a ser seguido

- Elas só olham para o próprio umbigo. Até quando?

- Comunidades virtuais – ambientes colaborativos e trabalho em rede  

 Foto de stabilo boss, via Flickr

Buenos Aires e Palermo Soho

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Qualquer um que dê uma caminhada pela região de Palermo Soho não consegue deixar de perceber: é outono em Buenos Aires! :))  

Pelo que ouvi dizer, semana passada fez muito frio na cidade, mas essa semana está uma delícia: em torno de 15 graus. É uma temperatura ótima, voces não acham? A gente sempre fica mais elegante – agasalhada o suficiente – e nem precisa usar luvas, o que é uma chatice… E, hoje, especialmente, o interessante foi o nevoeiro fortíssimo – e raríssimo, segundo eles – que cobriu a cidade, pela manhã e no final da tarde. Olhem só minhas fotos, aqui.  Impressionante!

Bom, e mudando de assunto, Palermo Soho é uma graça. De fato - com aquelas lojas pequenas e descoladas, restaurantes criativos e bacanérrimos (cujo dono as vezes é o próprio chefe, mas sempre põe a mão na massa) e galerias de arte moderníssimas – a região lembra o Soho em NY, mas lembra também Marais em Paris, Vila Madalena em São Paulo, e até a Rua Dias Ferreira no Leblon, Rio. Enfim, foi um passeio ótimo, dica da minha querida Cristiana Beltrão, dona do restaurante Bazzar, cujo site tem dicas ótimas de viagem, aqui.  

Outro programa bacana que fiz hoje, mais tarde, foi tomar um drink no Hotel Faena, decorado pelo Philippe Stark, no Porto Madeiro. Eu até ia usar a foto do hotel para ilustrar esse post, mas depois pensei melhor e mudei de idéia: o hotel é bonito, mas muito parecido com outros hotéis decorados recentemente por ele, inclusive na China, segundo o correspondente do Globo (na China), Gilberto Scofield. Por isso, achei que não caracterizava Buenos Aires, vocês não acham? Só espero que esse hotel dele que vai inaugurar no Rio, em julho, não siga a mesma linha. Isso não combina com Rio de Janeiro, de jeito nenhum – muito soturno…

E é isso, estou exausta :))

Ainda quero, amanhã ou depois, visitar os museus Malba e o de Belas Artes e também fazer o roteiro ” Borges”.  

Qualquer outra novidade interessante eu volto, ok?

Ah, ia esquecendo: as mulheres aqui não fazem escova – são mais naturais. Eu gosto – detesto essa tirania da chapinha que assolou o Brasil.O povo continua elegante e com mais personalidade ao se vestir. Mas isso é assunto para outro post.. :)   

Veja mais: Philippe Stark na China 

Foto pessoal – Palermo Soho

Segunda Blogada – a Imprensa e a web 2.0

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Amigos, antes tarde do que nunca! :)

Dando seguimento a coluna “ Segunda Blogada ”, sobre Internet, web 2.0 e afins, hoje fiquei de falar sobre a web 2.0 e a imprensa.

Nesse sentido – fazendo uma compilação do que já foi dito pelos especialistas,  e ainda dentro do espírito de compartilhar conteúdo –, pedi ajuda a um grupo de discussão que acompanho sobre marketing e tecnologia na Internet, e recebi a indicação de um trabalho da Roberta Zouain para a USP – excelente e super didático – chamado: “As armas da raposa – Como os novos produtores de conteúdo estão mudando a comunicação – e o que a publicidade tem a ver com isso”. Vale uma lida com atenção em todo o material, especialmente no capitulo 5 – Mídia Tradicional e User Generated Content, principalmente a partir da página 30, justamente o nosso tópico de hoje.

E “farejando” na internet (como uma amiga fala de mim), achei uma entrevista com Dan Guillmor, jornalista e criador do Centro de Mídia Cidadã, no site link, cujo título é: ‘A mídia não cobre bem temas específicos’ .

Na entrevista, Dan, respondendo sobre a colaboração dos leitores frente a mídia tradicional, diz que “ É necessário. A mídia tradicional deve reconhecer que a audiência tem um grande conhecimento, o que pode ajudar a melhorar o jornalismo. A mídia precisa ouvir mais os leitores para aprender o que eles sabem. Um jardineiro sabe mais de plantas do que um jornalista. E a audiência também pode aprender com a mídia. Os jornais podem ensinar as pessoas a fazer jornalismo, a apurar, a ser justo…

E sobre a confiabilidade da mídia cidadã ele explica: “ Isso é uma coisa que a mídia tradicional tem em vantagem: estrutura para deixar as informações corretas. Mas a comunidade é capaz de corrigir erros. Blogueiros conversam entre si e apontam os erros uns dos outros. A coisa mais importante é que o leitor saiba que nem tudo que está online é confiável.”

Achei ainda outro texto interessante e recente (21/ maio/ 2007), em espanhol: “En este reciente artículo del alemán Stefan Heng -Media industry facing biggest upheaval since Gutenberg. Media consumers morphing into media makers (PDF; 1,6 MB). E-conomics, 59, 2006- puede leerse una concisa reflexión sobre el impacto de la digitalización en las empresas periodísticas. Las principales conclusiones: -Las nuevas tecnologías están cambiando el modo en que opera la industria de los médios” via infotendências.

Se vocês tiverem alguma coisa a acrescentar ou mesmo corrrigir, por favor, fiquem a vontade!

Aproveitem! :)

Foto: divulgação do The New York Times. A nova redação do jornal, em Manhattan. O novo espaço integra os diversos formatos (texto, vídeo, multimédia, blogs, etc), possibilitando ampla comunicação e colaboração entre os setores do jornal. via infotendencias

Buenos Aires

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Amigos, estou indo amanhã, terça-feira, para Buenos Aires. Vou ficar seis dias. Já conheço a cidade e não preciso fazer aquele tour básico, que já fiz. Busco uma programação diferenciada. Me recomendaram ir a livraria “ El Atheneo” , vide foto: era um teatro antigo. Ouvi dizer que é lindíssima e parece mesmo - não deixem de ver o link com outras fotos abaixo. E quero fazer um tour “Borges”. Alguém tem mais alguma dica?

Thanks!:))

Veja:

Fotos da Livraria “El Atheneo” em Buenos Aires – é só clicar nelas que aumentam de tamanho, aqui.

Atualização em 04maio2009 – Outras dicas de Buenos Aires, aqui

Atualização em 17junho2009 – Ótimas dicas – recentíssimas – de Buenos Aires da Revista ViajeAqui, por Bruno Agostini: Buenos Aires  e Buenos Aires 2

 

Foto: El Atheneo, via Flickr de Proserpina

Maria Callas! “La Divina in cucina”

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Mais fotos lindíssimas, aqui

Deu na Luciana Fróes. Ou melhor, deu no caderno “Ela” do Globo desse sábado, numa matéria assinada pela querida Luciana Fróes: “ Callas & Bocas – Livro traz receitas da maior soprano de todos os tempos, que foi também comilona das boas”. Infelizmente não tenho como linkar a matéria do Globo Digital, mas linko esse post do blog da Luciana, aqui

… acabou de ser editado na Itália “La Divina in cucina: il recetario segreto di Maria Callas”, uma reunião de receitas do que a  Diva  gostava de comer.  A moça era boa de boca. Daí, irresistível cravar no “Callas e bocas”. Minhas desculpas em sustenido. Desafinei, eu sei que desafinei…  

O livro traz 160 receitas de Maria Callas criadas especialmente por chefs como Arrigo Cipriani, Rolando Lani e Nicola Rogato. E também pelo seu mordomo e o cozinheiro do iate “Cristina”, do já então maridão  Onassis….” 

Sem dúvida, sua relação com a comida era fortíssima. Segundo matéria excelente da revista Arte Livre, a cantora possuía:

“… Uma voz cortante, poderosa, capaz de levar o ouvinte a abismos de paixão ou de dor lancinante. Maria Callas é a emoção superlativa. Uma diva única, quase força da natureza…. Outra façanha de Maria refere-se à silhueta. Da soprano gordinha, em poucos meses ela se transformou em uma sílfide e abriu um debate acalorado sobre o impacto do emagrecimento sobre sua voz. Esse episódio é apontado como uma das maiores provas de sua quase legendária persistência, uma força de vontade assombrosa que a atraía como ímã para todos os desafios, tanto na carreira artística como na vida íntima…”  

E finalmente, em outro post, Luciana, sempre divertida, conta: 

“Nessa onda de Callas prá cá, Callas prá lá (no meu mundinho, naturalmente), uma amiga da minha filha ficou curiosa e quis comprar um cd ou dvd, não lembro direito, da Maria Callas. Chegou na loja e pediu ao vendedor. E aí, eis a cena:O mocinho chegou, fez aquele  sinalzinho com os dedos  do tipo “chega aqui prá ninguém ouvir) e mandou essa: “Olha, não é Maria Callas que se fala. É  MARIAH CAREY!

Callas te boca total”. 

Encerrando e aproveitando esse final de semana chuvoso, nada como uma boa comida italiana acompanhada de um bom vinho, não é? Você tem alguma receita fácil e gostosa? Deixe aqui sua sugestão. Eu vou deixar a minha, um risoto de camarão com abobrinhas – di.li.cia! Olha lá nos comentários :)

Bom apetite e até o próximo post, na segunda-feira, a “Segunda Blogada”, sobre web 2.0 e os jornais, interatividade e Internet, acompanhado de uma entrevista. 

Veja:

 Maria Callas na Wikipédia, aqui

Maria Callas, O Mio Babbino Caro – vídeo de dois minutos, aqui (estou repetindo, eu sei, mas não resisti – é tão bonito…) 

Mulher chique – Bebel?

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Como eu tinha prometido no post anterior, vamos falar de assuntos mais divertidos, né? Afinal, hoje é sexta-feira! :)

Deu no Extra Online: Ela quer ter “catiguria”

A garota de programa da novela “Paraíso Tropical”, Bebel,  interpretada por Camila Pitanga, resolveu se transformar numa mulher chique para freqüentar as altas rodas com o executivo vivido por Wagner Moura, que será seu marido. Para tanto, ela vai passar por uma transformação radical, a exemplo da personagem de Julia Roberts no filme “Pretty Woman”.

Segundo a matéria, a especialista em moda Gloria Kalil comenta “ Se ela quer circular num mundo que não é o dela, Bebel tem que se adequar — diz a consultora, que dá algumas dicas para a garota de programa. As mudanças vão do guarda-roupa ao jeito de andar”.

Vem cá, agora eu pergunto: Você acha que para ser uma mulher chique e de classe, basta mudar o jeito de vestir e andar? Na ficção pode ser, mas na vida real… Paris Hilton, p.ex, se veste bem, anda bem, é bem nascida e rica, mas não acho que seja uma mulher chique. Não de verdade.

Mas, e para você? O que é uma pessoa chique de verdade?

Veja um clip da música e transformação em Pretty Woman,  aqui. Ótimo! :)

Beijos em todos e todas! :)

Foto: montagem sobre material de divulgação

Bandeira esfarrapada

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Via noticiário da semana:

No outro lado do mundo…

- Pequim usa condenação à morte de alto funcionário como arma para combater crime - aqui

- Ministro japonês envolvido em escândalo de corrupção comete suicídio - aqui

Enquanto por aqui, abaixo da linha do Equador…

- Quadrinhos contam a Operação Navalha – aqui

- Blog do Ilimar Franco “Cultura e política” - aqui

- Blog da Cristiana Lobo – “Os bastidores da política” – aqui - Noticiário da editoria de política do G1 - aqui

- Depois de ler essa notícias, quem acaba aos farrapos somos nós, né não?

Em tempo, eu escolhi esse título para o post ” Bandeira esfarrapada”, qual título você escolheria?

P.S.: Mais tarde faço outro post com assuntos mais agradáveis, ok? :))

Foto pessoal, via celular: Praia do Leblon – Rio – maio 2007

China in Rio (final) – Dashanzi

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Dashanzi é considerado hoje, conforme diz Gilberto Scofield em seu livro, um dos pontos altos da arte moderna chinesa (e asiática) atual, junto com a Bienal de Xangai.

Editando matéria do site Macau Hoje (em língua portuguesa, de Portugal), temos:  

“ No distrito de Dashanzi em Pequim, hoje, cerca de 300 galerias, estúdios e lojas dividem-se entre 30 mil metros quadrados na antiga 798, da companhia pública de Eletrônica, construída nos anos 50 com a ajuda financeira da União Soviética e da Alemanha de Leste na concepção da arquitetura das fábricas”

”… De grupos paralelos na sociedade – e potencialmente perigosos – os artistas da primeira, segunda e terceira gerações desde a Reforma, são hoje uma face da China moderna, aproveitados também pelo sistema como forma de mostrar abertura.”

”…No total, há (em Dashanzi) 130 mil metros quadrados que deverão rapidamente tornar-se exclusivos da arte contemporânea. Hao Guang, pintor e também um dos primeiros a arrendar galerias em 2003, afirmou que este ano parece haver menos preocupação do governo sobre o intuito da arte. Contudo, alguns outros artistas afirmam que é possível reconhecer os censores que passeiam à paisana por todas as galerias no primeiro dia.

Em 2006 houve uma limpeza de temas e mais de três galerias foram encerradas. Mao Zedong continua a ser um dos ícones favoritos mas também um dos mais perigosos de representar. O festival não obedece a um tema único e este ano os grafites nas antigas paredes de tijolo também se tornaram demonstrações.

Na galeria “798”, uma das maiores e a que deu o nome ao espaço, os slogans (originais) de “Longa Vida ao Presidente Mao” dos tempos da Revolução Cultural continuam a decorar o local onde o fotógrafo Shu Yang apresenta um dos trabalhos polêmicos chamado de “Solution Scheme”. Em colaboração com uma antiga prostituta, Yu Na, o fotógrafo apresenta dez trabalhos em que ela pousa sempre nua com um conjunto de empresários. Baseado numa história verídica, esta exibição é acompanhada do diário dela, escrito à mão e ampliado ao lado das fotos, onde conta a sua história desde pequena e como era feito todo o trabalho nos clubes e hotéis por onde passou. A jovem descreve com realismo que tipo de clientes recebia falando do estatuto que estes têm na sociedade…Na nota introdutória escreve-se que o “Solution Scheme” pretende “desacreditar o mito da sociedade florescente e próspera mostrando a decadência que está por detrás”. Alertar através da arte para problemas que têm vindo a aumentar na China, continua a ser uma mensagem subjacente ao festival que tenta interrogar de uma forma criativa o público que visita o local, embora nenhuma pergunta seja feita.”

Como mencionei “en passant” no meu post anterior, considerando que a China passa por um processo de modernização aceleradíssimo, que a ordem do dia é ter um ótimo emprego, ganhar dinheiro  - e, se possível, ficar rico  –, que o governo controla a população em vários sentidos, principalmente no que diz respeito a informação, e que a juventude é composta por filhos únicos – que devem garantir o futuro financeiro dos seus pais na velhice, convenhamos que duas dificuldades são gritantes:

- como um artista pode manter o fluxo criativo, com acesso a todo tipo de referências e livre de controle ?

- como um filho único chega em casa e comunica aos pais: “ eu quero ser artista plástico” ?

Vida de artista, especialmente o começo, é difícil no mundo todo. E os artistas de Dashanz, ainda por cima, lidam com a má vontade  da empresa de empreendimentos imobiliários Seven Star, proprietária da área. Enfim, parecem ter mais dificuldades do que os artistas dessa exposição do CCBB em impor o seu trabalho. E pelo que eu vi, me parecem muito bons também.

Tomara que eles tenham sorte na China mesmo, ou então que caiam nas graças do Uli Sigg ou de outro colecionador de arte chinesa. Afinal, tanto no Ocidente ou Oriente, trabalhar fazendo o que gosta, sendo estimulado e valorizado como, p.ex, o Lu Hao (do grão de areia), e ganhar dinheiro, sem dúvida, é estar no melhor dos mundos, não é mesmo? Aliás, esse tema dá um outro post :)

Veja Mais:

798 art festival -2: Dois minutos de slideshow no Youtube do Festival Dashanzi em maio de 2007 – com fundo musical chinês e feito pela vivwangwater (22 anos!). Muito interessante e agradável.

Danwei TV Hard Hat Show: Art, trash and kebabs: Sete minutos de um vídeo do Danwei TV sobre a edição 2006 do Festival, apresentado pelo sul africano Jeremy Goldkorn, editor do blog em língua inglesa, Danwei de Pequim – Vale a pena ver, pela visão divertida e abrangente do tema.

Foto: Trabalho “Solution Scheme” de Shu Yang, via flickr – Youn Sumi 

P.S.: A história dessa moça não lembra a Bruna Surfistinha? :)

China in Rio

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” O Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro apresenta China Hoje – Coleção Uli Sigg, a maior mostra de arte contemporânea chinesa já realizada no país. Todos os trabalhos fazem parte da Coleção Uli Sigg, a maior e mais importante coleção de arte contemporânea chinesa do mundo…Dentre os artistas estão nomes que freqüentemente participam de bienais, como a de São Paulo e a de Veneza. Três deles, Li Dafang, Ai Weiwei e Lu Hao, foram selecionados este ano para a 12ª edição da Documenta de Kassel, na Alemanha – uma das mais importantes exposições de arte contemporânea do mundo, que acontece a cada cinco anos…”

China Hoje – Coleção Uli Sigg vai apresentar ainda uma obra singular. No espaço da rotunda do CCBB, que tem 32 metros de altura, estará dentro de uma caixa transparente sobre um pedestal um único grão de areia.  Nele está gravado um texto com 125 caracteres, obra do artista Lu Hao, um dos expoentes da milenar arte chinesa da caligrafia.  “A virtuosidade com que o artista explora o contraste entre uma reduzida dimensão física e um grande efeito estético é o maior atrativo deste trabalho”, observa o curador Alfons Hug. O grão de areia poderá ser visto pelo público através de uma enorme lupa, ou a partir de sua imagem ampliada e projetada em um teto a cinco metros de altura. Circundando o pedestal estará o texto integral, contando a via crucis de um trabalhador rural que vai para Pequim, onde acaba sendo explorado por um dono de fábrica…”

Ainda conforme o curador da exposição, Alfons Hug: “Na China dos anos 1990, a situação era muito parecida com a da sociedade de consumo dos anos 1960 no Ocidente, mas essas questões são vistas por uma ótica puramente chinesa, tanto na análise como na emoção, e, portanto, o mesmo ponto de partida pode levar a soluções bem diferentes. “A arte tradicional chinesa e sua incrível variedade de símbolos, formas e relíquias oferecem uma vasta gama de recursos estilísticos aos artistas atuais, além de múltiplas oportunidades de expressar temas contemporâneos. O potencial inovador da arte contemporânea chinesa advém de todas essas fontes de referência” (vide fonte abaixo )

Coincidentemente, aconteceu por esses dias, em Pequim, a quarta edição do Festival de Dashanzi que é considerado hoje, conforme diz Gilberto Scofield em seu livro, um dos pontos altos da arte moderna chinesa (e asiática) atual, junto com a Bienal de Xangai.

A mensagem, deste ano, foi a mesma: a criatividade deve ser livre. Porém, veio com uma outra mensagem “anexada” sobre a valorização monetária do espaço que continua a ser público.(Vide post do Gilberto Scofield, link abaixo)

Querido leitor, discussões sobre a arte, suas referências e criatividade, a arte pela arte, a arte comercial e o dinheiro propriamente costumam ser radicais, polêmicas - e inconclusivas – no Ocidente. A China hoje, que passa por uma fase extremamente materialista, também não foge a esse debate, ainda que a “boca pequena”, conforme o caso.

Enfim, o tema é amplo, cheio de desdobramentos, mas infelizmente o espaço e o meu tempo hoje são insuficientes. Amanhã eu continuo.

Até! :)

Enquanto isso, veja mais em:

CCBB Rio apresenta a expo ” China Hoje – Coleção Uli Sigg”

Slide show da exposição no CCBB

Blog do Gilberto Scofield: GBD, o maior centro cultural do mundo em Pequim

Foto pessoal – Quiosque chines na Praia de Copacabana – maio 2007

“Segunda blogada” – Jorge Antonio Pasin

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Qualquer usuário da comunidade Globoonliners razoavelmente atento já deve ter percebido a chegada do Jorge Antônio e do seu blog 1.d vista”, cujo tema é : “Literatura, contos, crônicas, poesias, novos autores.” Jorge cadastrou o seu perfil no último dia 17 e, em pouco mais de dez dias, disparou e já é o líder absoluto em comentários da comunidade. Seu sucesso é tal, que desde a última sexta-feira, dia 25, o seu blog passou a fazer parte do blogs indicados na primeira página. É o primeiro blogueiro “independente” que tem a chancela do Globo Online, nesta comunidade.

Inaugurando os nossos bate-papos aqui na “Segunda Blogada”, claro que ele foi o convidado da vez, afinal, a pergunta que não quer calar é: Quem é o Jorge Antônio?

E, por e-mail , ele me respondeu:  Economista graduado pela PUC com mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Rural; Ciclista de montanha e escritor; 33 anos, casado, pai de uma filhota linda; Adora o convívio familiar, ler, jogar futebol e passear de moto pelo interior. 

Jorge, o que a literatura representa na sua vida?

A conversa entre os autores através dos tempos e dos livros, o legado de histórias e as pontes que lançam entre os escritores e seus leitores, tudo isso sempre me fascinou. O amor pela literatura (além do gosto pessoal) julgo herança dos meus avós: minha avó era jornalista e meu avô editor. Lembro das conversas deles com o Gontijo Theodoro (do Reporter Esso) lá em casa. Do meu avô chegando com um monte de livros novos, recém impressos. Por outro lado, meu autor de referência, Jorge Luis Borges, me foi apresentado por meu pai. A escrita é a maior invenção humana, porque permitiu eternizar a linguagem e a lógica das palavras. E é isso que a literatura representa, hoje, na minha vida: prazer, conhecimento e auto-conhecimento. Sou parte desse processo característico da literatura de contínua evolução, alguém que lê muito e que uma vez ou outra consegue algumas linhas válidas.

Você já publicou algum livro, já teve retorno financeiro ou é ainda um hobby?

Já tive contos, crônicas e poesias publicados em coletâneas. Tenho o projeto de um livro, mas talvez o projeto seja o que me baste do sonho. Ganhei algum dinheiro em prêmios de concursos, prêmios esses que reinvesti na própria literatura promovendo ou patrocinando certames. Sem dúvida, minha relação com a pena é amadorística.

O que te levou a criar o site “Ponto de Vista”?

Ah, essa é uma história bonita. O site surgiu na segunda metade dos anos 90, quando a internet ainda engatinhava no Brasil. Assim que a inclusão digital chegou lá em casa, procurei por uma página onde novos autores pudessem trocar idéias, opiniões e textos. Não encontrei. Conversando com alguns amigos (Bruno Oliveira e Alexandre Bollmann), decidimos fazer nosso próprio sítio. Não foi difícil porque a gente já editava uma revista impressa com textos de autoria própria. Então tínhamos convicção do que queríamos da página. Assim, para “digitalizar” o processo foi um pulo.

Como tem sido essa experiência de dez anos?

Gratificante. No começo deu muito trabalho, especialmente em divulgação. Saímos cadastrando em tudo que era engenho de busca (naquela época não havia o google), colando cartazes na rua (hehe hoje é engraçado lembrar disso) e procurando parcerias do tipo troca de banners. Um ano depois, no início de 1999, o site já havia amadurecido a ponto de começar a receber prêmios e honrarias. A parte mais legal dessa história foi que pudemos, aos pouquinhos, ir recebendo levas e levas de talentos literários à medida em que alcançávamos novos ambientes, como os sites de comunidade, por exemplo. Alguns se chegaram e se foram: o site era amador e houve diversos períodos de estagnação, sem atualização da página. Além disso somos bastante rigorosos no tocante ao registro dos direitos autorais no EDA para publicação. Mas a grande maioria ficou e está aí conosco. Hoje estamos organizados quase como uma associação de escritores, cada um dos mais antigos colaborou um tantinho, uma amiga nossa (Carla Andréa Vignatti) cuidou da hospedagem e temos casa própria desde 2004. O Brasil tem um mercado literário restrito, falta-nos o hábito da leitura. A luta dos autores da página é para difundir essa virtude que se chama literatura pelo país. Nossa grande satisfação é poder desfrutar do convívio de pessoas que gostam de ler, escrever, imaginar e refletir sobre a realidade. Já viu porque me senti em casa no Globoonliners né?

Jorge, pelo que entendi então, vocês foram pioneiros na criação de uma comunidade virtual literária, é isso? Vocês chegaram a ter as ferramentas de comunidade, como blogs, perfis etc? Como funcionava essa  comunidade? Como vocês interagiam?

Bem, mais ou menos, acabou que fomos mesmo pioneiros nisso de trocar idéias através da web. Usamos de 99 a 2002 um fórum de CGI, que era provido por um site localizado em www.cgiforme.com. Tínhamos 4 “comunidades” na época: “Café Literário”, para debates sobre contos, crônicas e poesias, “Concursos de Poesia” e “Concursos de Prosas”, para receber textos em certames poéticos e “Política e Opinião”, para discussão de outros temas que não diretamente associados à literatura. Escrevo “comunidades” entre aspas, porque cada um desses espaços nada mais era que um fórum de CGI onde os tópicos abertos eram as composições dos amigos e os comentários eram as observações dos demais participantes. Mas havia limites numéricos de postagem diária e moderação para as respostas. Foi necessário levantar esses controles para evitar o flood e discussões vazias, que, pode acreditar, aconteciam! Não tinhamos ferramenta de perfis, os perfis eram feitos na marra: cada um dos participantes tinha uma “cadeira” numa “Academia” que reunia os 35 autores assíduos (sobraram 5 vagas pois a idéia original era fazer 40 como a ABL). Na página da “Academia” havia um resumo sobre os autores.Depois disso veio a onda de comunidades, orkut, 1grau, gazzag e por aí vai. E finalmente passamos a nos organizar em um fórum em phpBB, tal qual pode ser visto em www.novaliteratura.com, o qual está em fase de reestruturação pois o site cresceu demais e não temos moderadores suficientes pra cuidar devidamente da página. Daí, mais uma grande razão para o sucesso do Globonliners entre nossos participantes! Logo que conheci o ICOX do Globo, mandei convite para cerca de 20 amigos que achei que iam curtir mais a nova página. E eles gostaram!

Maravilha, Jorge! E vocês estão mesmo fazendo sucesso no Globoonliners. Já visitei alguns perfis e blogs, já recebi alguns comentários no meu. Muito bacana. E que poesias lindas! Já participei também das sua brincadeiras virtuais interativas. A gente até podia combinar um “ola” virtual, você já fez algum? Uma frase, qualquer coisa que passe por todos os blogs, em seqüência. Depois a gente combina, que tal?

Adorei a idéia da ola! Vamos ver se marcamos pra breve! Tem um tipo de evento muito bacana que a gente faz de vez em quando, é o Encontrão Literário. Mas isso eu vou deixar como uma surpresa a ser revelada numa futura blogada hehehe!

Oba! :)  Agora, falando de blogs propriamente, que conselho você daria a alguém que queira ter um blog ativo e bem sucedido como o seu?

Cara entrevistadora, é um pouco engraçado pra mim responder a essa pergunta, porque esse é o meu primeiro blog e eu, honestamente, não esperava que alcançasse tanta popularidade. Mas tenho algumas certezas dentro dessa curta e feliz trajetória de blogueiro. O melhor contador do sucesso de um blog é a sua felicidade e satisfação ao fazê-lo e mantê-lo. Escolha dois ou três temas de que você realmente gosta e concentre-se neles, você vai perceber que há várias pessoas por aí que também curtem esses assuntos. Essas pessoas vão aparecer e participar da sua página. Dê uma variadinha de vez em quando, até para descobrir outros interesses em comum com seus leitores, mas siga as linhas principais. Convide os amigos por e-mail, aceite as pessoas que te pedirem em contato (não sem antes conferir a página dela, hehe, vai saber!) e procure passear pelos blogs dos amigos. Faça essa navegação como um passeio mesmo, de fato é gostoso visitar outras casas e deixar também os seus comentários. E lembre-se sempre (e isso talvez seja o mais importante): você não têm que servir ao blog, o blog é que deve te servir. Te servir como instrumento de comunicação e aproximação com aqueles que têm afinidade contigo e com o que você escreve.

Bom, terminando, pelo que eu entendi, você considera que o melhor disso tudo é a interatividade entre pessoas que têm afinidades e interesses em comum, não é? Você fez verdadeiros amigos virtuias? Voce tem mais alguma coisa a dizer sobre isso?

Encontrei grandes companheiros através das letras e da internet. Dos contatos que fiz pela rede conheci pessoalmente mais de vinte amigos. Converso com vários deles por telefone ou em pessoa com bastante freqüência. Enfim, são amizades exatamente como as outras, que surgiram a partir do compartilhamento de opiniões e do respeito e carinho mútuos.

Para encerrar essa entrevista, gostaria de agradecer a atenção da entrevistadora, de textos inteligentes e perguntas idem… dizer que foi um prazer participar da conversa e convidar todos vocês a conhecer o meu blog, que está de portas abertas pra quem quiser se chegar!

Obrigada, Jorge. Adorei!

Amigos, não sou jornalista e essa entrevista foi puramente intuitiva. Procurei não sair do foco para não alongar o texto, mas se alguem quiser saber mais alguma coisa, o Jorge estará por aqui. É só perguntar, ok?

Bjs em todos! :)

Foto do blog ” 1.d vista”

“Segunda Blogada” – web 2.0, nós e as comunidades

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Trato é trato. Fui inventar moda de falar – sob o ponto de vista do usuário – sobre comunidades virtuais, blogosfera, conteúdo colaborativo, interatividade virtual etc, ou seja web 2.0, que acabei passando parte do meu final de semana pesquisando material simples e objetivo sobre esse assunto – base do nosso tema da “Segunda Blogada”. E achei tanta coisa que, para não chover no molhado falando de um tema mais do que comentado, e por especialistas, preferi relacionar abaixo as melhores definições que encontrei.

Antes, porém, não posso deixar de recomendar fortemente o vídeo  “Web 2.0 – A máquina somos nós”, cuja versão em inglês é um sucesso no Youtube. Essa versão de cinco minutos, adaptada e traduzida para o português, foi um trabalho produzido por Vivian Pereira e Dani Matielo no LIDEC, Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária, na Escola do Futuro da USP. Reparem na seguinte afirmativa: “Com a forma separada do conteúdo, o usuário não precisa mais saber códigos complicados para fazer upload de conteúdo na web

Bom, estando isto posto e entendido, segunda-feira que vem, vamos falar de web 2.0 e a Imprensa, comunidades, Globo Online e Globoonliners, ok?

E agora, vamos as definições! :)

“Na web 2.0 não somos mais nômades caçadores-coletores: temos nome, plantamos conteúdo, colhemos conhecimento e criamos novos mundos.”
Rene de Paula Jr – projetos especiais, Yahoo! Brasil e editor do blog
Roda e Avisa.

“Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletivaTim O’Reilly

Web 2.0 não é uma inovação, é uma mudança de paradigma da web centrada no EGO, para a web centrada no usuário, uma evolução natural que começou quando “descobriram” que o elemento mais importante da Internet não era quem criava os sites e sim o usuário que o visitava. A mudança passou da simples apresentação de conteúdo para a interação básica e, hoje, a interação das multidões – o  conceito de inteligência coletiva já previsto por Pierre Levy. A evolução é muito rápida, basta um piscar de olhos para perder uma fração do processo e ter a nítida sensação de que houve uma revolução via web 2.0br

Pra mim a Web 2.0 sintetiza a forma como a internet pode ser utilizada para interligar conteúdos e levar ao desenvolvimento de aplicações que ajudem na otimização destes conteúdos e facilidade nas buscas e modos de comunicação, disseminando o conhecimento e informação com maior clareza e rapidez no que o ser humano precisa ou está buscando via web2.0br   

Leia mais: 

WEB 2.0 – Texto ótimo, objetivo e pequeno de  Fabio Mahfoud Cerdeira

Tutorial: Entenda a Web 2.0 , do UOL 

vídeo  “Web 2.0 – A máquina somos nós”

Foto pessoal: “Cyber-canto familiar”, point badaladíssimo da casa – minha filha (20 anos) estudando :)

Accidentally in love – Shrek

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Pessoal,  para o final de semana, já que de uma maneira ou outra falamos de amor nestes dias, lembrei de um vídeo-clip divertido e fofo, que achei no orkut da minha  prima e xará Aninha, de 10 anos,  filha do meu primo e minha amiga no orkut - é uma heavy user! :).

Shrek (2) em Accidentally in love   

Conforme postado pela Bruna, num texto ótimo, o Shrek 3, vide trailer dublado, já está bombando nos EUA e deve chegar aqui em junho. Enquanto isso, vale conferir o trailer  :)

Divirtam-se! :)

Ah! Não percam, na próxima  segunda-feira, a coluna – “Segunda Blogada” – sobre Internet, comunidades e web 2.0, com entrevistas linkadas e/ou exclusivas, ok? Bjsss :)

Foto: divulgação

Johnny Bravo Diego Alemão … ainda jogando?

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Outro dia, meu irmão caçula, que ainda mora com minha mãe, voltou do futebol todo arrebentado. Ao ser indagado, se justificou dizendo: “Ué!, mas futebol é assim, não vê que o Ronaldo também vive machucado!” E ela respondeu na lata: “É, mas ele ganha um dinheirão pra isso, né?” :)

Essa semana, Luciano Huck ao receber um prêmio pelo seu programa na TV, disse: “Acordo e durmo pensando no programa…” E eu pensei, na lata: ”Dia e noite? É, mas ganha um dinheirão pra isso, né?” :)

Hoje, sexta-feira, a primeira página do Globo Online noticiava:”Termina namoro de Íris e Diego, mantido só por aparência – RIO – Não durou nem dois meses fora da casa do “Big Brother Brasil 7″ o namoro de Íris Stefanelli e Diego Alemão. O romance acabou de vez, mas eles ainda devem manter as aparências por mais um tempo por conta de contratos publicitários já fechados com o agora ex-casal”.(Detalhe: até agora a matéria conta com 259 comentários!)

Pouco depois sai no G1, via o site EGO – “Diego faz desabafo e confirma que namoro com Iris continua firme e forte - Ex-BB, porém, assume que manter o relacionamento não é fácil e critica ‘associações’ da amada: ele e Iris estão juntos, sim!”

E dando uma olhada nas outras muuitas matérias sobre o Alemão, me chamaram a atenção:

- Via site Ego: Alemão, vencedor do BBB7, enche o cofrinho. Ele vai ganhar cerca de R$ 700 mil para ser garoto-propaganda de uma grande marca. Ele fechou um contrato bem ‘gordo’ com loja Casa e Vídeo. O namorado de Siri vai ganhar cerca de R$ 700 mil, quase o valor do prêmio da casa do Big Brother, que foi de R$ 1 milhão”.

- Via site Ego: “Alemão desmente que irmã controle sua carreira

- Via site Ego: “Califa, a cadela de Alemão, vai ser a grande musa do Video Show

Via site Ego: Diego Alemão em  ensaio caliente para a revista ‘Quem’ -Ex-BBB posa quase nu para a publicação”

- Via site Ego -  “Paparazzo – Entrevista – Diego Alemão

E, finalmente, mexe de lá, mexe de cá, e ainda achei o site do fã-clube do Alemão, onde consta o seu perfil e que, curiosamente, não informa que ele é formado em Administração de Empresas. Vai ver que diante do peso, altura, música favorita do Alemão etc, escolaridade deve ser considerado assunto sem importância… ;)

E fiquei pensando, cá com meus botões: “Esse rapaz deve ter sido o de maior sucesso entre todos os BBB, não? E a que se atribui isso? Por que essa preocupação em afirmar seu namoro com a moça? É importante essa imagem de bom moço para o seu carisma? Isso é personagem? Ou é autentico? E vale a pena esse desgaste todo até hoje? Ele também está ganhando um dinheirão pra isso? Nosso Johnny Bravo ainda está jogando? “

P.S.:   Como o Rodrigo de Mello   comentou aqui embaixo, vale uma lida nesta análise super lúcida, além do ótimo texto, como sempre, do Ronald Villardo, sobre o carisma do Alemão - BBB7: Dos coitadinhos feios e pobres ao vencedor louro.

Foto: Divulgação e site Paparazzo

O Rei Leão e o Ciclo da Vida. Mas …o que é Vida?

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Alguém já viu o “making of” do filme Rei Leão? Eu já. Há uns dois anos. Me lembro que estava pesquisando “personagens infantis” e peguei o filme para rever em casa. Acabei vendo com meu filho – e adoramos mais uma vez. Vimos também todo o conteúdo do DVD – inclusive o making of -, muito bacana e curioso. O cuidado da Disney com esse filme, que foi um marco na história dos desenhos animados, é espetacular. Os prêmios e indicações foram mais do que merecidos. Lembro bem da parte onde eles abordam o cuidado da trilha sonora, cuja música principal, “Circle of life” foi composta, sob encomenda, por Elton John que explica detalhadamente todo o seu processo de criação.

Mas por que eu estou falando nisso? Porque lembrei que esse meu filho tem um amigo de colégio, o Diogo – hoje com 16 anos -, que tem diabetes. Na primeira vez em que ele dormiu aqui em casa, fiquei preocupadíssima. Será que ele vai precisar da minha ajuda? Será que eu preciso servir outra coisa no lanche ao invés do bolo de brigadeiro que meu filho tinha pedido? Por sorte, a mãe dele me telefonou e explicou que eu não precisava mudar a rotina da casa, que ele não precisava de nenhum cuidado da minha parte, que ele era totalmente independente – se aplicava insulina discretamente no banheiro – que já estava acostumado e tal. Meu filho me disse que o Diogo era discretíssimo, e que o assunto não era segredo – embora quase nunca fosse mencionado entre os colegas.

Mas voltando…Pois é, eu estava pensando nessa questão das células tronco e na qualidade de vida de tanta gente que poderia ser melhorada, como, p.ex, o Diogo e o Bernardo, que sofre de distrofia muscular de Duchenne (vide depoimento tocante do seu pai em “ Entre esperança e desespero”, aqui). Pessoas que enfim poderiam viver plenamente – como todos nós temos direito…

Daí, sei lá por quê, acabei lembrando daquela musica do Rei Leão – “Circle of life” – que além de linda é super oportuna, por justamente abordar nosso papel na vida.

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Olha só o vídeo com o Elton John aqui. São quatro minutos – imperdíveis. Eu vi mil vezes :)

 E em portugues, também lindo, aqui .

Divirta-se.!!

Leia mais, aqui. E pense no assunto, ok?  :))

Foto: divulgação

Afinal, o que é vida?

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Não esse não é um post filosófico. Pelo menos não totalmente – afinal, como em  tudo na vida, de uma forma ou de outra, tratamos de filosofia. É como já disse aquele samba: “ Mora na filosofia…”

Na verdade esse post tem um cunho mais científico-social, e quem faz essa pergunta é a geneticista Dra Mayana Zatz discutindo a vida e as células tronco, aqui (vide arquivo: dia 27/04/2007):

“ A questão é: o que é vida? Todas as células do nosso corpo estão vivas. Um coração, rim ou fígado, para serem transplantados, têm de estar vivos. Eles não são pessoas, não são seres humanos. Mas podem devolver a vida a alguém que está morrendo…. Dizer que todo “embrião congelado” é uma vida equivale a dizer que toda semente é uma árvore. Podemos afirmar que árvores originam-se de uma semente do mesmo modo que todos nós nos originamos de um óvulo fecundado por um espermatozóide. Mas a recíproca não é verdadeira. Sabemos que inúmeras sementes quando plantadas não germinam e nunca se transformarão em uma árvore…. Caros leitores, se as pesquisas com CTA fossem tão eficientes (como apregoam aqueles que são contra as pesquisas com CTE), porque haveríamos de insistir sobre a importância em continuar e aprimorar o estudo sobre as células embrionárias? Seria tão mais fácil poder ter resultados com as CTA, não é mesmo? Elas são mais abundantes, mais fáceis de manipular e não apresentam problemas éticos. Mas precisamos estudar as CTE. Somente elas poderão nos ensinar como programar as CTA e fazê-las produzir o tecido que queremos, na quantidade necessária”.

Está em fase de julgamento pelo STF uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra pesquisas com células-tronco embrionárias. Essa ação é um desrespeito ao nosso bom senso, e chega a ser cruel. Como comentou o David Zylbersztajn  em seu post (aqui), apoiada em argumentos pseudo-jurídicos e religiosos, ela atenta contra a vida e contra pessoas que sofrem em detrimento de embriões que não teriam outro destino que não o lixo, esgotado o prazo em que poderiam ser utilizados para fins de fertilização.

Querido leitor, francamente, eu tenho formação cristã, estudei em colégio de freiras até o segundo ano do segundo grau, aos 16 anos. Meus filhos foram batizados e fizeram primeira comunhão. Mas isso não impede que eu pense, que emita uma opinião, e até discorde – por mim mesma.

E lembrando da pergunta da Dra Mayana: “podemos comparar a vida de jovens ou de crianças, que vêem nessas pesquisas a única esperança futura de cura, com a de um embrião congelado que nunca se tornará uma vida? “

Isso é vida?

Parafraseando Fernando Pessoa: “Navegar é preciso!”

Eu já assinei o manifesto a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias, aqui. Olha lá! 

Entenda mais:

Projeto quer as células acorrentadas ao tronco

Dr Drauzio Varella entrevista Dra Mayana Zatz

Foto: álbum de família 2006  

A arte do encontro… Closer – Perto Demais

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Amigos, durante os anos em que morei em São Paulo, tive a sorte de ter aulas particulares de História da Arte com uma professora cinéfila, na época, recém-formada em artes plásticas. Literalmente nos esbaldamos. Foram quatro anos de filmes e filmes, novos e antigos, históricos ou não, cada um melhor do que o outro. Filha de um arquiteto com uma psicanalista, hoje, a Dani é uma das minhas amigas mais “cabeça”. A coleção de vídeos do seu orkut é invejável. Tô sempre passeando por lá, afinal, obviamente, virei cinéfila também. :) E outro dia, qual o vídeo que achei por lá? Closer – Perto Demais.

Essa semana, numa lida rápida em vários textos não especializados da blogosfera, foi impossível não perceber que uma das questões – de sempre – é relacionamento. Mágoas, dúvidas, medos, amores e ódios… enfim, ninguém escapa, ao menos uma vez, de sentimentos tão intensos. E quem sabe lidar com isso? Levanta o dedo… E de que filme me lembrei? Closer – Perto Demais.

Roberto DaMatta, outro dia escreveu: “Num universo que se acredita feito de indivíduos em disputa, as afinidades aparecem como enigmas; o amor surge como um oásis ou um inferno; e as simpatias irresistíveis nascem como patologias.” (O Globo e O Estado de SP, 24/01/2007)

E há tempos, Vinicius concluiu: “A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida.”

Veja mais:  

Video-trailer maravilhoso do filme Closer. Mais encontros e desencontros, impossível…E a música inicial é linda – vale um doce para quem não reconhecera versão em portugues :)

Crítica do filme, por Rodrigo Ghedin   Foto : divulgação; montagem no photoshop

Rapidinhas sinistras – esquerda x direita

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Amigos, certamente eu estou prestando mais atenção a esse assunto porque de alguma forma tratei dele no meu post “Mulheres são sinistras?” – mas que o tema parece recorrente, parece! :) Hoje o Pedro Dória, no blog “no minimo”, postou o seguinte:

“A Economist fala de campos políticos: Psicólogos já sabem há algum tempo que conservadores e progressistas se diferem em mais pontos do que os partidos politicos para os quais votam. De fato, as políticas públicas em oferta, que misturam conservadorismo social com liberalismo econômico e vice versa, indicam que preferências partidárias não distinguem mais de todo quem é de esquerda e quem é de direita. Mas alguns traços de personalidade dão forma às crenças de algumas pessoas. Alguns olham tradição com ceticismo, são abertos a novas experiências, rebeldes, buscam prazer, são igualitários e correm riscos. Outros valorizam tradição, dever, fortalecimento de relações familiares e segurança.

Esquerda e direita, pois. O assunto é tema de estudos vários, um deles do biólogo evolucionista Randy Thornhill, da Universidade do Novo México. Por que optamos por um lado ou por outro?”

Úteis ou não, até agora, o post já contava com 279 comentários! Sem dúvida, o tema mobilizou o pessoal :)

E mudando de assunto, mas ainda falando em mulheres “sinistras”, Denise S, minha “comentarista convidada” – sempre -, está com um post ótimo no seu blog “Flutuando na blogosfera” , cujo titulo é: “Afinal, o que estamos fazendo aqui?” Ela comenta sobre a blogosfera em geral e menciona uma pesquisa muito boa do Verbeat. Denise tem um texto ótimo em todos os sentidos – principalmente forma e conteúdo (que outros sentidos tem um texto?). Vale a pena também visita-la no seu outro blog, o “Quieta no meu canto”, que tem uma linha mais reflexiva e que está inclusive entre as recomendações do blog do Arnaldo Bloch. Seu recente texto “sobre saudade” é lindo, lindo. Vai lá, vai! :):

Flutuando na blogosfera  - Afinal, o que estamos fazendo aqui?

Quieta no meu canto

Foto pessoal, via celular - Praia de Copacabana, à caminho do Centro